MINAS GERAIS, Belo Horizonte - Técnicos da autarquia reuniram-se com o comitê emergencial; dirigentes estiveram no MHNJB para conhecer os trabalhos de resgate


Dirigentes do Ibram foram informados sobre os trabalhos de recuperação do acervo (Rogerio Pateo/NAV/DAA UFMG)

A primeira reunião do Comitê de Governança Emergencial do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG foi realizada na última quarta-feira, 24, em regime remoto. O encontro contou com a participação da reitora Sandra Regina Goulart Almeida, dos integrantes do comitê, que é presidido pelo vice-reitor Alessandro Fernandes Moreira, e de colaboradores do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). O comitê foi criado para propor ações emergenciais para o MHNJB, que teve uma de suas reservas técnicas incendiadas no último dia 15.

Durante a reunião, foi destacada a prontidão com que a comunidade acadêmica mobilizou esforços de recuperação dos danos, de registro e produção de conhecimento com base na experiência. Foi lembrado que a instituição, um dos mais importantes museus universitários brasileiros, tem mostrado, mesmo no momento dessa fatalidade, a força das atividades de ensino, pesquisa e extensão que historicamente marcam sua atuação.

Também foi proposta a organização de frentes de trabalho para o enfrentamento dos desafios de recuperação do acervo, como apoio de administração e logística, comunicação, relações institucionais e suporte científico. Um grupo de estudos sobre dinâmica de incêndios será formado para atuar na análise do evento ocorrido no Museu, somando-se aos trabalhos de pesquisa empreendidos nas áreas de arqueologia, conservação e restauro, museologia e paleontologia, entre outras.

Visita do Ibram
Na terça-feira, dia 23 de junho, o Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG já havia recebido a visita do presidente do Instituto Brasileiro de Museus, Pedro Machado Mastrobuono, que veio prestar solidariedade à instituição. Mastrobuono esteve acompanhado da diretora do Departamento de Processos Museais, Carolina Vilas Boas, e da chefe da Representação Regional do Ibram-MG, Cláudia Maria Chaves. A comitiva obteve informações sobre os trabalhos de recuperação do acervo, coordenados pelo professor do Departamento de Antropologia e Arqueologia da UFMG Andrei Isnardis, e reuniu-se com representantes da Universidade para tratar da situação do Museu e de medidas que devem ser tomadas a partir de agora.

O grupo foi recebido pela reitora Sandra Goulart Almeida, pelo pró-reitor de Administração, Ricardo Hallal Fakury, pela diretora pro tempore do MHNJB, Mariana de Oliveira Lacerda, pela coordenadora da Rede de Museus e Espaços de Ciências e Cultura, Letícia Julião, e pelo presidente da Associação Nacional de Pesquisa em Tecnologia e Ciência do Patrimônio, Luiz Antônio Cruz Souza, que é membro do Conselho Diretor do Museu.

Na ocasião, o presidente do Ibram afirmou que a visita não teve caráter meramente protocolar. “O Instituto reconhece que o incidente foi uma fatalidade e veio abraçar a UFMG, lembrando-a de que ela não está sozinha nos esforços de recuperação do Museu de História Natural e Jardim Botânico”, disse.

Segundo Mastrobuono, a UFMG deve contar com toda a experiência do Ibram nos esforços para recuperar o acervo e manter sua segurança. Ele reconhece que, apesar de o momento solicitar “um olhar misericordioso com as instituições e seus profissionais, a história revela, infelizmente, cobranças e julgamentos tanto injustos quanto indesejáveis que, esperamos, não se repitam com a UFMG”.

Ao agradecer a visita, a solidariedade e o apoio institucional do Ibram, a reitora Sandra Goulart afirmou que é inestimável o apreço da Universidade por seus museus, reiterando o compromisso e a seriedade da UFMG com sua rede museológica e, especialmente com o Museu de História Natural e Jardim Botânico, que é um patrimônio da Universidade, de Minas Gerais e do país.

A coordenadora da Rede de Museus da UFMG, Letícia Julião, ressaltou a importância da articulação com o Ibram para pensar o futuro dos museus. Para ela, a situação dos museus universitários, em especial, é de muita fragilidade, considerando que eles estão vinculados ao Ministério da Educação, mas também são espaços de cultura.

“A UFMG tem um dos acervos museológicos mais importantes do Brasil, um patrimônio mundial, e a sua competência instalada fica evidente com a imediata mobilização que se fez desde o momento zero após o incêndio. Possivelmente, construiremos um protocolo para esse tipo de fatalidade – protocolo esse que dificilmente seria produzido em outro espaço museológico que não o de uma universidade”, afirmou Letícia, que é professora do curso de Museologia da UFMG.

A diretora do Departamento de Processos Museais do Ibram, Carolina Vilas Boas, ressaltou o lugar de destaque ocupado pela UFMG no Cadastro Nacional de Museus, que reúne 212 museus federais ligados ao Ministério da Educação, 25 deles vinculados à instituição. “O fato de a UFMG possuir uma rede de museus, a primeira da América Latina, é um dos indicativos do forte compromisso que o Ibram reconhece na Universidade, que dispõe de uma série de documentos de referência, como regimentos, plano museológico e outras relevantes conquistas que precisam ser valorizadas”, acrescentou.

Sobre o Ibram
O Instituto Brasileiro de Museus é uma autarquia vinculada ao Ministério do Turismo, que sucede o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em relação à gestão dos museus federais. Por meio de nota, o Instituto já havia manifestado pesar e solidariedade pelo incêndio no Museu da UFMG.

Fonte: UFMG

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