RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Primeira exposição feita com a colaboração do público, na história do Museu de Astronomia e Ciências Afins, reúne 142 desenhos, pinturas e colagens de crianças de 3 a 15 anos de todas as regiões do Brasil

Na próxima segunda-feira (29), estará disponível no site do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) – http://www.mast.br/museu/mast-em-casa/ – a mostra virtual O Céu Que Nos Conecta, com 142 trabalhos artísticos de crianças e adolescentes de todas as regiões do país, entre 3 a 15 anos, divididos em dez salas. Os promissores artistas atenderam a um chamamento feito pelo MAST, no fim do mês de abril, e enviaram suas criações para a seleção realizada pelo grupo de curadores da exposição na Coordenação de Educação em Ciências (COEDU). Este é o resultado da iniciativa criada para exibir a forma como os jovens estão observando o céu neste período de isolamento social.

Para marcar a abertura da visitação virtual, na mesma segunda-feira (29), o canal do MAST no YouTube – acessível pelo link https://www.youtube.com/channel/UCeN8E-sECPS7EqXUF9HY6cg – vai exibir a live O céu que nos conecta: construindo uma exposição com o público. Com a participação de Douglas Falcão, Kamylla Passos, Victória Flório, sob a mediação de Alanna Dahan, tecnologista e pesquisadoras bolsistas da equipe organizadora da COEDU, o debate vai detalhar todo o processo de coleta dos trabalhos artísticos, sobre como foram feitas a seleção, curadoria e a montagem da exposição que ajuda a popularizar a ciência e tem como intuito contribuir para a divulgação, incentivo e o fomento do interesse da sociedade pelas várias formas de atuações científicas.

Sobre a exposição virtual
Na mostra 'O Céu Que Nos Conecta', crianças e adolescentes, com idades entre 3 e 15 anos, nos abraçam com suas pinturas, desenhos e mensagens de solidariedade, amizade e esperança. As 142 imagens exibidas e suas respectivas descrições, foram enviadas de todas as regiões do Brasil e integram a primeira exposição construída em colaboração com o público, na história do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST). Com o céu no topo da cabeça e o coração na ponta dos dedos, meninos e, sobretudo, meninas – elas são maioria entre inscritas (60%) e responsáveis pelas inscrições (80%) – colocaram no papel variadas formas de conexão com o universo, em tempos de isolamento social. Cerca de 80% das crianças e adolescentes integrantes da mostra têm entre 9 e 10 anos de idade. Elas são parte da história e têm um registro de suas experiências e impressões expostas no Museu, neste momento singular. A iniciativa reafirma o valor e a importância da inclusão de vários grupos sociais e etários na construção da identidade cultural e da memória das sociedades.

As dez salas da exposição – O Céu e a Cidade; Saudades do Céu do Sol; O Dia do Céu; O Céu dos Abraços; A Noite do Céu; Fuga da Gravidade; Nossa Vizinhança; O Céu é Nosso Personagem; O Céu Infinito e Céus Imaginados – propõem uma viagem pelas cores do espectro visível da luz. Partindo do chão firme, de onde avistamos o Sol laranja, foguetes e até mesmo bicicletas voadoras, seguem adiante pelo azul profundo do espaço sideral, ultrapassando a fronteira do sonho, nos confins do violeta.

A região Sudeste, que concentra o maior número de museus do país, é de onde vem a maioria dos participantes desta mostra virtual. Cerca de 80% deles e delas declararam, inclusive, já ter visitado museus. Os curadores da mostra ficaram atentos à parcela de integrantes que vive em cidades do interior do Brasil e que afirmou nunca ter entrado num museu – independentemente de existir ou não um museu em sua cidade. Ações como esta têm o potencial formidável de alcançar essas pessoas e evidenciam a necessidade de refletir, mais do que nunca, sobre a ampliação do acesso à internet, num país com desigualdades sociais. Ciente desses desafios, o MAST tem a responsabilidade e a honra de promover a mostra virtual O Céu Que Nos Conecta, num processo pautado por valores como cooperação, sensibilidade, compromisso e solidariedade para com o público e a comunidade de educadoras e educadores.

Salas da Exposição
O Céu e a Cidade
De nossas janelas, contemplamos o céu da cidade. Não nos deslocamos pela cidade, mas o Sol, a Lua e as estrelas continuam seus movimentos diários. Os velozes, barulhentos e iluminados automóveis, cederam lugar para as estrelas cintilarem. Atravessamos nossas janelas, escapamos do mundo interior de nossas casas para projetar nosso mundo interno no céu, repleto de esperanças e saudades! Esta sala teve a participação de crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos.

Saudades do Céu do Sol
Como seria se desenhássemos o que sentíamos naquele momento do entardecer, repleto de cores, alegria e energia? Mesmo na quarentena o pôr do sol continua radiante, só que agora o vemos só da janela de nossas casas. A saudade dele fez esta sala acontecer. Crianças entre 9 e 10 anos são as que mais sentem saudades do pôr do Sol.

O Dia do Céu
O que vejo no céu de dia? Nesta sala, crianças e adolescentes, com idades entre 3 e 12 anos, compartilham o modo como veem ou imaginam o céu diurno. Vários elementos compõem as obras aqui expostas: natureza, arco-íris, nuvens e cores!

Céu dos Abraços
Esta sala é composta por obras que nos trazem um abraço a amizades, avô e avó. Remete a encontros e sentimento de tristeza, mas com mensagens de esperança e solidariedade. Temos uma variedade de cores entre artes de artistas entre 3 e 15 anos, sendo a única sala desta exposição virtual que recebeu abraços de crianças de adolescentes de todas as faixas etárias.

Noite do Céu
Como vejo o céu a noite? Nesta sala, crianças e adolescentes, com idades entre 7 e 13 anos, compartilham o céu da noite. Constelações, céu estrelado, a Lua, chuva de meteoros, estrela cadente, esses e outros elementos constituem as obras. Esta sala é a segunda maior desta exposição virtual.

Fuga da Gravidade
Com os pés fixos na Terra, abastecemos os nossos foguetes imaginários e decolamos a mente rumo a outros espaços. Vestimos os nossos trajes de astronautas, e, neles, escapamos da GRAVIDADE terrestre numa viagem de encontros: Sirius, galáxias distantes, planetas do sistema solar, e, junto de nossos amigos, procuramos por VIDA no universo! Crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos querem escapar da gravidade.

Nossa Vizinhança
Nesta sala podemos reconhecer nossas vizinhas e vizinhos. Se olharmos para cima, veremos as companheiras cósmicas da Terra. Pela proximidade, são as que melhor conhecemos: das charmosas crateras da Lua aos cintilantes anéis de Saturno. Crianças de 7 a 10 anos são as que mais reparam na vizinhança.

O Céu Infinito
Esta sala é composta por obras que exploram além do Sistema Solar, rumo aos mistérios da Via Láctea, nebulosas e outras galáxias. Crianças e adolescentes entre 6 e 13 anos exploram esse universo, que é maior do que todos nós.

Céus Imaginados
Nesta sala, é preciso usar a imaginação e a criatividade para mergulhar num universo de sentimentos. Esta é a maior sala desta exposição virtual, imaginada por crianças entre 5 e 12 anos. Esta é a sala preferida das crianças entre 6 e 8 anos.

O Céu É Nosso Personagem
Viver uma fantasia é algo único! Nesta sala, as crianças e adolescentes retratam sua visão de céu a partir de personagens que admiram ou que criaram. Não há limites para a imaginação. Crianças e adolescentes entre 5 e 14 anos inspiraram-se no céu para criar.

FICHA TÉCNICA
Museu de Astronomia de Ciências Afins (MAST)
Direção
Anelise Pacheco

Equipe de curadores da Exposição O Céu Que Nos Conecta
Douglas Falcão (Coordenação)
Victória Flório Pires de Andrade (Coordenação)
Alanna Dahan Martins
Giovana Souza da Silva
Kamylla Passos
Roberta Silva Vilariño Aguilera Albuquerque
Taysa Bassallo

Fonte: MAST

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