SÃO PAULO, São Paulo - O encontro virtual teve como objetivo apresentar os avanços na reforma do edifício-monumento aos representantes das empresas patrocinadoras

Esta foi a terceira reunião promovida pelo Comitê com os patrocinadores do projeto e contou com cerca de 50 participantes (Foto: Adriana Cruz/Assessoria de Imprensa da USP)

No dia 9 de junho, o Comitê Gestor, responsável pelo projeto de restauração do Museu do Ipiranga, promoveu um encontro virtual com representantes das empresas patrocinadoras para apresentar os avanços na reforma do edifício-monumento. Esta foi a terceira reunião realizada com o grupo.

Com duração de 30 meses, a obra deve custar cerca de R$ 139,5 milhões e é patrocinada via Lei de Incentivo à Cultura pelas seguintes empresas: Banco Safra, Bradesco, Caterpillar, Comgás, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), EDP, EMS, Honda, Itaú, Vale, Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Grupo Ultra Ipiranga e Pinheiro Neto Advogados. Conta, ainda, com a parceria da Fundação Banco do Brasil e da Caixa.

“Gostaria de agradecer pelo empenho de nossos parceiros nesse projeto. Mesmo nesse período da pandemia da covid-19, as obras de restauração tiveram continuidade, com a adoção de todos os protocolos de segurança e de saúde, e estão dentro do cronograma estabelecido”, destacou o reitor Vahan Agopyan.

O secretário Estadual de Cultura e Economia Criativa, Sérgio de Sá Leitão, afirmou que “este é nosso projeto mais emblemático no campo da cultura e estamos envidando todos os esforços para que o cronograma seja cumprido e a obra concluída até o início de 2022 e possamos inaugurar o novo museu em setembro a tempo da celebração dos 200 anos da independência do país”.

O governador de São Paulo, João Doria, também enfatizou a colaboração dos patrocinadores no projeto. “Mesmo com a pandemia, todas as empresas parceiras mantiveram o acordo firmado ano passado e as obras de restauração não foram interrompidas”, disse.

Já no início do evento os cerca de 50 participantes do encontro tiveram a oportunidade de assistir a um vídeo sobre o andamento das obras, seguido de esclarecimentos do superintendente do Espaço Físico da USP, Francisco Ferreira Cardoso.

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Exposições programadas
Outro tema que fez parte da pauta da reunião foi planejamento das exposições que ocuparão os 5.456 metros quadrados de área e 43 ambientes dedicados a esse fim.

A professora Vânia Carneiro de Carvalho, que coordena o Grupo Executivo de Museologia, apresentou as diretrizes que guiarão as futuras exposições, que vão abordar questões históricas ligadas à formação da nação brasileira, a disputa de territórios, a paisagem urbana e os ambientes doméstico e do trabalho, com itens do próprio acervo e também emprestados de outras coleções.

No que se refere às ações culturais e de divulgação, a diretora do museu, Solange Ferraz de Lima, explicou que, em função da pandemia, as tradicionais festividades do dia 7 de setembro serão substituídas por uma campanha digital, que deverá envolver toda a sociedade. Nesta ação, o público receberá uma série de “presentes” do Museu, como podcasts, visitas em realidade virtual e videoclipes.

O coordenador do Escritório de Desenvolvimento de Parcerias da USP, Rudinei Toneto Júnior, finalizou a apresentação com dados do relatório de execução financeira e informações atualizadas sobre os recursos já captados. Segundo ele, o principal desafio do projeto agora é manter o fluxo de caixa para cumprir os compromissos da obra.

De acordo com o reitor, os recursos já estão garantidos pela lei e assegurados pelas empresas, mas um possível desencontro entre o ritmo das obras e as datas dos aportes poderia comprometer o calendário de entrega do edifício.

O Museu do Ipiranga
Inaugurado em 7 de setembro de 1895, como museu de História Natural e monumento à Independência do Brasil, o Museu do Ipiranga integra a USP desde 1963. Foi fechado para visitação do público em 2013 e a expectativa é que seja reaberto em setembro de 2022, para a celebração do bicentenário da Independência do Brasil.

Ao seu término, o museu estará completamente renovado e ampliado. O edifício seguirá as normativas atuais de infraestrutura, acessibilidade, sustentabilidade e segurança, com equipamentos especiais para a prevenção de incêndios.

Fonte: Jornal da USP - Adriana Cruz

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