RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Neste sábado, dia 30 de julho, o MAM Rio inaugura a grande exposição “Em polvorosa – Um panorama das coleções do MAM Rio”, com destaques de seu acervo, com obras de mais de 100 artistas, brasileiros e estrangeiros, selecionadas pelos curadores Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes.

A mostra vai ocupar todo o segundo andar do Museu, incluído o Salão Monumental, em uma área de quase 2.500 metros quadrados O curador quis mostrar para o público a joia arquitetônica que é o prédio do MAM, projetado em 1958 por Affonso Reidy (1909-1964), e retirou divisórias, permitindo ao público uma rara perspectiva do amplo espaço do segundo andar. De um extremo a outro do espaço, há 123 metros de extensão.

A primeira preocupação do curador foi a de escolher obras de qualidade inegável, que chama dehighlights, como as de Pollock, Keith Hering, Brancusi, Giacometti, Lucio Fontana, Henri Moore, Rodin, Calder, Joseph Albers, Barry Flanagan, Vitto Acconti, Antonio Dias, Cildo Meireles, Nelson Leirner, Ivens Machado Waltercio Caldas; Antonio Manuel, José Damasceno, Artur Barrio, Regina Silveira, Willys de Castro, Hércules Barsotti, Lygia Clark e Hélio Oiticica. E, também, privilegiar artistas “muito conhecidos, mas pouco mostrados”, como Anita Malfati, que “tem desenhos a carvão lindos, pouco vistos”. As obras serão articuladas por aproximações estéticas e por épocas, com alas dedicadas aos anos 1920, com o modernismo, aos anos 1950/60, com o abstracionismo, o concretismo, o neoconcretismo, a nova figuração, e à arte contemporânea.

Na entrada do segundo andar do Museu, estará um texto sobre a mostra e uma homenagem ao artista Tunga (1952-2016), falecido recentemente, junto ao seu trabalho que dá título à exposição, da série “Desenhos em polvorosa” (1996), em pastel seco sobre papel, pertencente àColeção Gilberto Chateaubriand/MAM Rio.

Um dos destaques da exposição é o conjunto reunido pela primeira vez de importantes instalações de artistas brasileiros: “Poeta/Pornógrafo” (1973), de Antonio Dias;“Alegria” (1999), de Adriana Varejão, “Cerimônia em três tempos” (1973), de Ivens Machado; “Ping-ping, a construção do abismo no piscar dos cegos” (1980), de Waltercio Caldas; “Fantasma” (1994), de Antonio Manuel (em sua versão original, montada em 2001); “Motim II” (1998), de José Damasceno; “Marulho” (1991), de Cildo Meireles, não vista no Rio de Janeiro desde sua primeira apresentação, no MAM, em 2002 e “Graphos 2” (1996), de Regina Silveira. Serão apresentados, ainda; “De dentro para fora” (1970”, de Artur Barrio;  “Alegria” (1999), de Adriana Varejão, e “Lute” (1967), de Rubens Gerchman.

Ao invés de textos explicativos, Fernando Cocchiarale optou por dar o contexto histórico do Brasil, para as obras de arte, por meio de fotografias dispostas em nove vitrines, de 1,70m cada, distribuídas pelo espaço expositivo. São registros do Brasil imperial, com nobres, escravos, etnográficos, do cotidiano, da vida política, ou ainda de grupos como garimpeiros, candangos e índios, de mais de 20 fotógrafos, como Franz Keller (1835-1890), Marc Ferrez (1843-1923), Martín Chambi (1891-1973), Walter Firmo (1937), Milton Guran (1948), entre outros.

Fonte: Jornal do Brasil

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