SÃO PAULO, São Paulo - O primeiro 'Brechas Urbanas' do ano é realizado no dia 20 de fevereiro, às 20h, no Itaú Cultural.

Ana Cecilia (Foto: Josefina Arias/ Divulgação IC)

O tema desta edição, Escrevendo as Cidades, pontua a influência que tem a produção textual na configuração dos centros urbanos. Para debaterem a respeito, foram convidados a professora de literatura hispano-americana dos séculos XX e XXI, da Universidade de São Paulo (USP), Ana Cecília Olmos, e o escritor e ator, ganhador do prêmio Jabuti em 2018, Mailson Furtado Viana. Ela fala do ponto vista teórico; ele de sua vivência e experiência criativa. Juntos, fornecem uma visão abrangente sobre a temática, que transita entre o real e o imaginário. O instituto retoma estes encontros mensais, promovidos pelo Núcleo de Comunicação, com uma nova mediadora, a jornalista e consultora Monique Evelle.

A escrita permite que a cidade seja lida e interpretada de diferentes formas. Escritores combinam repertórios, olhares e experiências para colocarem suas reflexões no papel. Elas, por sua vez, inspiram e incitam nos leitores outras perspectivas, sempre únicas. Ana Cecília aborda o assunto a partir de sua especialidade, aprodução editorial latino-americana. Para ela, o ponto inicial da questão começa na ponderação sobre que tipo de relação se estabelece entre a literatura, enquanto prática simbólica, e a experiência da cidade moderna.Segundo a professora, essa ligação entre o que está no papel e no concreto, é transformadora. “O discurso da literatura tem uma relação de interferência com a cidade”, observa Ana. “Ele configura um imaginário sobre o espaço urbano e, em função desse imaginário, a cidade muda”, completa.

Junto da professora, também faz parte dessa conversa Mailson Furtado Viana. Ele é cirurgião-dentista e exerce a profissão em paralelo com as atividades de ator, produtor cultural e escritor. Em 2018, ganhouo prêmio Jabutide melhor livro de poesias do ano, com À Cidade. A obra é dedicada aVarjota, município no interior do Ceará, que, além de ser o local em que ele nasceu e vive até hoje,tem uma importância decisiva em seu trabalho enquanto poeta. “Gosto da vivência do cotidiano, de perceber a cidade, da interrelação entre as pessoas e as ruas; é o que mais me interessa,” diz ele, que há mais de 10 anos desenvolve um trabalho em sua cidade que acaba por transformá-la em função da escrita e de processos artísticos variados. “Desde 2006 fazemos um movimento de teatro e arte na rua e nas escolas, envolvendo e criando uma sinergia com eles. É um processo nunca antes visto”, conta concluindo que a escrita fortalece a identidade.

Sobre o Brechas Urbanas
O 'Brechas Urbanas' foi criado a partir da aposta do Itaú Cultural de que é cada vez mais urgente repensar a vida nas cidades, tendo a arte como elemento transformador potente nesta reflexão.

“Essa pesquisa proporcionada pelos encontros nos move a propor inovações no mundo contemporâneo”, acredita Ana de Fátima Sousa, gerente do Núcleo de Comunicação do Itaú Cultural, que também assina a curadoria da programação.

Monique Evelle, a nova mediadora do encontro, destaca importância de poder aprofundar o debate sobre as cidades a partir de diferentes narrativas. “Vai ser um território de aprendizagem ao lado de pessoas que estudam e vivem cada assunto abordado. O tema deste mês, por exemplo, o temame faz enxergar a metrópole não apenas como palco ou cenário, mas também como personagem”, destaca ela.

'Brechas Urbanas' tem a proposta de reunir mensalmente representantes de diversas áreas da arte e da cultura para fazer uma reflexão atual e propositiva sobre a vida na cidade. Além da transmissão ao vivo do programa, também com interpretação em Libras, o Itaú Cultural disponibiliza todos os eventos do gênero já realizados no endereço: http://www.itaucultural.org.br/secoes/videos.

Mailson Futado (Foto: Helene Santos/ Divulgação IC)

Sobre os participantes
Ana Cecília Olmos é professora livre-docente de Literatura Hispano-Americana, na Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do CNPq. Especialista em literatura hispano-americana dos séculos XX e XXI, concentra sua pesquisa nos discursos críticos, a narrativa contemporânea e o ensaio de escritores. Publicou artigos em revistas especializadas e de difusão cultural, o livro Por que ler Borges, em 2008, e, em colaboração, os títulos Ensayos de narradores, em 2007, e Em primeira pessoa. Novas abordagens de uma teoria da autobiografia, em 2009.

Mailson Furtado Viana é escritor, ator, diretor, produtor cultural e cirurgião-dentista. Com o livro À cidade foi vencedor nas categorias de livro do ano e de poesia no Prêmio Jabuti 2018. Em Varjota, zona norte do Ceará, é produtor cultural da Casa de Arte CriAr, e desenvolve trabalhos como ator, diretor e dramaturgo. Atualmente, lidera a companhia teatral Criando Arte.

Monique Evelleé idealizadora de diferentes negócios da comunicação, educação e empreendedorismo sustentável, como o Desabafo Social, Radar.vc e Evelle Consultoria. Ela viajou cidades brasileiras pesquisando sobre Inovações Políticas nas Periferias, pelo Instituto Update, que virou série na GloboNews, chamada Política: Modo de Fazer.

Com 23 anos, ela é sócia da SHARP e da Conta Black, foi repórter do Profissão Repórter, da Rede Globo, sendo finalista do Troféu Mulher Imprensa 2018, com a reportagem sobre Feminicídio na categoria Melhor Reportagem Especial sobre Mulheres. Já desenvolveu estratégias e produção audiovisual em entretenimento e impacto social na Bossa Nova Group.

Monique presta consultoria de marketing e inovação com soluções em educação e pesquisas, assinando a curadoria dos maiores festivais de criatividade do Brasil, Festival Path e Menos30Fest, da Rede Globo. Em 2019 ela se torna mediadora do Brechas Urbanas.

Serviço
Brechas Urbanas – Escrevendo a cidade
Com Ana Cecília Olmos e Mailson Furtado Viana
Dia 20 de fevereiro, às 20h
Duração: 120 minutos
Classificação indicativa: Livre
Sala Multiúso
100 lugares
Entrada gratuita
Distribuição de ingressos:
Público preferencial: duas horas antes do evento | com direito a um acompanhante
Público não preferencial: uma hora antes do evento | um ingresso por pessoa
Interpretação em Libras.

Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô
Fones: 11. 2168-1777
Acesso para pessoas com deficiência física
Ar condicionado
Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho.
Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural:
3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 12
Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.
www.itaucultural.org.br
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Fonte: Itaú Cultural

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