DISTRITO FEDERAL, Brasília - Reunir a história e os acervos dos três Poderes da República - Legislativo, Executivo e Judiciário - em um só lugar.

Representante do MinC, a presidente substituta do Ibram, Eneida Braga, assinou acordo de cooperação para a criação do Centro Cultural dos Poderes da República (Foto: Ronaldo Caldas/Ascom MinC)

Este é o objetivo do Centro Cultural dos Poderes da República, que será construído em Brasília, ao lado do Lago Paranoá. A construção contará com a assessoria técnica do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC) responsável pela condução das políticas públicas dos mais de 3,7 mil museus brasileiros.

Nesta quinta-feira (13), os presidentes do Senado Federal, Eunício Oliveira, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli; o deputado federal Cleber Verde (PRB-MA), representando o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ); o ministro–chefe da Secretaria–Geral da Presidência da República, Ronaldo Fonseca – representando o Poder Executivo; e a presidente substituta do Ibram, Eneida Braga Rocha de Lemos, representando o MinC, assinaram acordo de cooperação para a criação do centro.

O novo espaço cultural na capital federal será construído em um terreno da União de 80 mil metros quadrados, que estava abandonado e abrigou, no passado, o antigo Clube do Servidor. O centro reunirá documentos, mobiliários e peças raras dos três Poderes da União. Contará, ainda, com jardins, espaços de convivência e restaurante.

"Museus e centros culturais nos convidam à troca democrática, à experiência de lidar com a diversidade e à possibilidade de encontro com novas histórias. O assessoramento do Ibram para a constituição e consolidação do Centro Cultural dos Poderes da União é dever de oficio, mas é uma grande contribuição para o que acreditamos: todo cidadão tem direito à memória, aos museus", destacou a presidente substituta do Ibram, Eneida Braga Rocha de Lemos.

De acordo com o ministro Dias Toffoli, o Centro permitirá a melhor acomodação do acervo do STF, além de promover mostras culturais. "É preciso enaltecer o Senado Federal por essa iniciativa de integração institucional, os três Poderes reunidos com este propósito. Revela o espírito de diálogo, harmonia e integração dos Poderes", assinalou.

O senador Eunício Oliveira fez questão de destacar que uma das preciosidades que deverá compor o acervo do novo espaço cultural é a pena que a Princesa Isabel usou para assinar a Lei Áurea, sancionada em 13 de maio de 1888, que extinguiu a escravidão no Brasil. "As transformações culturais que estamos fazendo por meio deste convênio, a preservação da história do Brasil e da cultura, o incentivo a outros entes da Federação que possam também contribuir, tudo isso vai entrar para a história na defesa da cultura nacional", avaliou Oliveira.

Fonte: MinC

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