SÃO PAULO, São Paulo - Nesta sexta-feira (10/06), a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo divulgou artigo do Secretário Marcelo Mattos Araujo sobre dois momentos marcantes no cenário museal paulistano: a celebração dos 30 anos do Sistema Estadual de Museus de São Paulo e a realização do VIII Encontro Estadual de Museus, que, em 2016, aborda o tema Redes e Sistemas de Museus: Ações Colaborativas.

O evento conta com ampla programação e terá convidados de instituições nacionais e internacionais, a exemplo do Presidente do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), Carlos Roberto Brandão, que ministrará a palestra no dia 13/06, intitulada Redes em operação, com mediação de Renata Motta. O presidente do órgão partilhará o painel com o professor do curso de Museologia da Universidade Nacional da Colômbia, Edmon Castell, entre outros representantes de instituições. Programação do Encontro: http://www.encontropaulistademuseus.org.br/2016/programa.php

Confira a íntegra do artigo do Secretário Marcelo Araujo:

O Governo do Estado de São Paulo realiza em junho, pelo oitavo ano consecutivo, o Encontro Paulista de Museus. Aberto a profissionais de todo o País, o evento se consolida como espaço privilegiado para discussão dos temas pertinentes ao setor museológico, recebendo gratuitamente participantes ligados a instituições públicas e privadas para troca de experiências. Este ano, especialmente, o EPM comemora um marco importante: os 30 anos de criação do Sistema Estadual de Museus de São Paulo – SISEM-SP.

Coordenado pela Secretaria da Cultura do Estado, o SISEM-SP congrega e articula 415 instituições presentes em cerca de 200 municípios paulistas, no intuito de contribuir para a preservação do patrimônio museológico do Estado por meio da qualificação profissional e do fortalecimento institucional. Atuando de forma articulada, com apoio do Estado, os museus paulistas hoje encontram amparo nesta rede colaborativa para aprimorar práticas e procedimentos internos visando à preservação e a maior difusão do patrimônio museológico paulista.

Como resultado da ação do SISEM-SP, hoje a população paulista tem outra relação com os museus, entendendo-os também com espaços de lazer e cidadania. Isso é resultado de uma ressignificação desses espaços com a adoção de novas práticas de comunicação, de relacionamento com os visitantes, de pesquisa e difusão do acervo – tudo isso, por sua vez, decorrência da qualificação profissional promovida pelo Sistema. Desde que foi criado, o SISEM-SP tem como sua principal premissa a valorização do capital humano dos museus, promovendo regularmente cursos de capacitação para seus trabalhadores, em todos os níveis.

Os resultados desses 30 anos de atuação do SISEM-SP, é claro, não são conquistas isoladas. A implantação do Sistema foi o primeiro passo numa história de avanços paralelos no setor museológico do Estado. Em 2004, o estabelecimento da gestão em parceria com organizações sociais na cultura paulista implicou em um enorme salto de qualidade no trabalho realizado pelos museus estaduais. Instituições antigas, como a Pinacoteca, finalmente puderam contar com um modelo de gestão que correspondesse ao dinamismo inerente à cultura, consolidando-se como um dos mais importantes museus da América Latina.

A parceria com OS possibilitou a ampliação do orçamento dedicado aos museus estaduais e também a abertura de novas instituições, entre elas o Museu da Língua Portuguesa (2006) e o Museu do Futebol (2008), que agregaram novas dimensões às propostas expográficas, tornando-se referência mundial de inovação e qualidade. Tais medidas resultaram na ampliação exponencial do público visitante para os equipamentos museológicos geridos pela Secretaria, o que contribuiu, também, para a visibilidade dos museus como um todo. Em 2012, duas importantes instituições paulistas foram restauradas nesse contexto: o Museu da Imigração e o Museu Casa de Portinari, reabertos com novas exposições de longa duração.

Em paralelo, a criação do curso técnico criado em 2006 pelo Centro Paula Souza e do mestrado em Museologia pela Universidade de São Paulo em 2012 se somaram aos esforços de profissionalização empreendidos pelo Sistema e, de certa forma, respondem à demanda estimulada pelo Sistema. No mesmo período, a aprovação do Estatuto dos Museus (2009) foi um medida fundamental para estabelecer um regramento norteador para o setor, enquanto a criação do Instituto Brasileiro de Museus constituiu-se num passo importante em direção a uma articulação nacional das instituições.

Em medidas mais recentes, a retomada do Conselho de Orientação do SISEM-SP, a criação das representações regionais e dos grupos temáticos trazem novas perspectivas de aprimoramento e articulação a um grupo de instituições que, agora, parte de um novo patamar de amadurecimento. Desde 2012, a Secretaria da Cultura do Estado também encontrou caminhos para apoiar financeiramente os projetos de difusão e preservação de acervos museológicos em museus paulistas, por meio do ProAC – o programa de incentivo à cultura do Estado de São Paulo. Desde então, mais de R$ 4,1 milhões foram investidos na qualificação as instituições integrantes do SISEM-SP.

A história do Sistema Estadual de Museus demonstra na prática que a atuação conjunta é o melhor caminho para o fortalecimento da política cultural, não de um Estado, de cada município ou de instituições privadas isoladamente, mas de todas reunidas por um bem comum: a valorização do patrimônio cultural sob a responsabilidade de nossos museus.

Marcelo Mattos Araujo
Secretário da Cultura do Estado de São Paulo

Fonte: Editoria RM (com informações do SISEM-SP e Ibram)

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