DISTRITO FEDERAL, Brasília - Entender como 33 milhões de brasileiros, residentes em 12 capitais do País, consomem diversão e arte, e fornecer insumos para que produtores e gestores culturais saibam das preferências de seus consumidores e impulsionem os setores que precisem de mais desenvolvimento.

 

Esses são os objetivos da Pesquisa Cultura nas Capitais, projeto realizado pela JLeiva Comunicação em parceria com o Datafolha, com o incentivo da Lei Rouanet. Os resultados estão disponíveis no site Cultura nas Capitais.

Para o público de Brasília, a produtora organizou uma apresentação com os dados completos da Pesquisa no próximo dia 1º de agosto, das 9h às 13h30, no Centro Cultural do Banco do Brasil. A entrada é gratuita e as inscrições podem ser feitas pelo site.

Cultura e educação
Para realizar a pesquisa, foram entrevistadas 10 mil pessoas, de 12 anos ou mais, de 14 de junho a 27 de julho de 2017 em Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís e São Paulo. Os resultados mostram que a leitura (68%) é a atividade cultural favorita da população das capitais, que também tem o hábito de ir ao cinema (64%) e a shows (46%).

O grau de escolaridade é um fator determinante para o consumo de atividades e bens culturais. A população que tem ensino superior completo consome mais em todas as áreas abordadas na pesquisa: livros, cinema, shows, festas populares, feiras de artesanato, bibliotecas, dança, museus, teatro, circo, saraus e concertos.

Em relação à regularidade no consumo, 33% da população frequenta entre três e cinco atividades culturais ao ano, enquanto 32% disse ir a dois eventos ou menos. Já 23% tem o costume de ir a eventos artísticos e de diversão entre seis e oito vezes ao ano, e 12%, entre nove e 12 vezes, a taxa mais alta.

O consumo de eventos e bens culturais gratuitos é maior: 32% da população disse só consumir esse tipo de atividade, enquanto apenas 8% declarou consumir somente atividades pagas. A intenção de consumo é maior entre as mulheres, embora a distância entre a taxa que mede a vontade de comparecer a atividades culturais e a frequência seja menor entre os homens.

No caso dos museus, por exemplo, ainda que 60% do público feminino tenha planos de ir a exposições e mostras, apenas 29% chega a comparecer de fato a essas atividades, uma diferença de 31 pontos percentuais. Entre os homens, a distância é de 19 pontos.

Metodologia
Os entrevistados foram abordados pessoalmente em 990 pontos das capitais e responderam a um questionário com cerca de 50 perguntas. Além de questões sobre os hábitos culturais, também houve apuração de variáveis sociodemográficas, como sexo, idade, escolaridade, classificação econômica e renda.

A margem de erro da pesquisa é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, chegando a 95% de confiança. Do total de entrevistados, 53% eram mulheres e 47% homens, 24% tem ensino superior completo e 76% possuem ensino médio ou fundamental.

Incentivo Fiscal
A Pesquisa Cultura nas Capitais contou com o apoio do mecanismo de incentivo fiscal da Lei Rouanet, que aprovou a proposta a captar recursos no valor de R$ 1.170.842,80. Do total aprovado, os produtores da pesquisa conseguiram patrocínio de R$ 1.168.027,30.

Os projetos aprovados via Lei Rouanet podem ser acompanhados por qualquer cidadão, pelo Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), no menu Transparência do Portal da Lei Rouanet. O link dá acesso aos dados básicos dos projetos apresentados, aprovados e apoiados, assim como aos valores de cada um deles.

Fonte: MinC

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