RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - No dia 7 de julho, às 15h, o artista Ayrson Heráclito apresentará a performance "Buruburu" no studio OM.art, espaço de Oskar Metsavaht que abriga conteúdos de reflexão contemporânea sobre arte, ciência e filosofia, por meio do olhar de curadores e intelectuais convidados.

Foto: divulgação

O studio OM.art fica no cluster de arte do Jockey Club, no Jardim Botânico, em uma área de 700m², de frente para o Corcovado.

Heráclito levará para Rhodislandia uma ligação direta das matrizes africanas que apareceram também no trabalho de Hélio Oiticica, nos anos 1960, resultado de sua experiência na Mangueira, com o surgimento do Parangolé. A obra de Ayrson contém essa originalidade latente e cada dia mais importante de ser difundida em um país que tenta apaziguar conflitos ao invés de aprender com eles através da história.

Com curadoria de Cesar Oiticica Filho, sobrinho do autor, o Penetrável Rhodislandia foi reconstruído 46 anos após a sua criação, tornando-se novamente inédito, com intervenções de quatro artistas que terão a oportunidade de experimentar situações de invenção, criação e investigação artística.

Além da performance de Ayrson, são aguardadas também as apresentações de Luciana Magno, em 21 de julho, e do coletivo Opavivará, em 4 de agosto. A primeira artista a interagir com Rhodislandia foi Berna Reale, no dia 12 de maio, na ocasião da inauguração do studio OM.art.

Sobre a performance Buruburu, de Ayrson Heráclito (2018)
Buruburu significa pipoca na língua ritual afro‐brasileira. Na simbologia religiosa do candomblé a pipoca é a flor de Obaluaê, orixá das doenças e curas. A obra alude ao banho de pipoca como fonte de energia, que limpa vigorosamente corpo e alma. Na performance, Heráclito convida e oferece ao público a oportunidade de vivenciar um ritual de limpeza espiritual por meio do alimento sagrado.

Sobre o artista
Ayrson Heráclito é artista, curador e professor. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC São Paulo, mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professor do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Suas obras transitam pela instalação, performance, fotografia e audiovisual, lidam com frequência com elementos da cultura afro-brasileira e suas conexões entre África e sua diáspora na América. Participou de coletivas como Afro-Brazilian Contemporary Art, Europalia. Brasil, Bruxelas, Bélgica (2012); Trienal de Luanda, Angola (2010); e MIP 2, Manifestação Internacional de Performance, Belo Horizonte (2009). Foi curador-chefe da 3ª Bienal da Bahia (2014) e recebeu o prêmio de Residência Sesc Videobrasil [Raw Material Company – Senegal]. Seus trabalhos foram apresentados em individuais na Bahia, mostras, festivais e bienais internacionais. Em 2015 ele foi homenageado na Bienal de fotografia de Bamako, Mali, e indicado para o prêmio Novo Banco Photo 2015 no Museu Coleção Berardo, em Lisboa. Foi um dos artistas brasileiros convidados para participar do projeto Oito Performances (2015), com curadoria de Marina Abramovic, Lynsey Peisinger e Paula Garcia, no Sesc Pompeia. Foi convidado pela curadora-geral Christine Macel para participar da 57ª Bienal de Veneza.

Serviço
Hélio Oiticica: Rhodislandia no studio OM.art
Curadoria: Cesar Oiticica Filho
Local: Rua Jardim Botânico 997, Jockey Club - Jardim Botânico - Rio de Janeiro
Visitação: 13 de maio a 4 de agosto de 2018.
Horário: Terça a sexta das 11h às 20h. Sábados das 11h às 22h
Entrada franca
www.om.art.br

Ayrson Heráclito | Macaúbas (BA, Brasil)
Hélio Oiticica: rhodislandia: Buruburu | Performance
Cesar Oiticica Filho| Curador
Sábado, 7 de Julho de 2018, às 15h

Fonte: divulgação por e-mail

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