SÃO PAULO, São Paulo - A Biblioteca Mário de Andrade inaugura no dia 20 de fevereiro duas exposições inéditas que abrem o ciclo de mostras de artes plásticas de 2018 no centro cultural, sempre com entrada gratuita.

'A Respeito da Proximidade', de Luiz Paulo Baravelli, ocupará a sala do pátio, defronte o saguão da Mário. Produzidas desde a década de 1980 até os dias de hoje, as pinturas fazem parte da série 'Caras', que começou a ser desenvolvida por ocasião da 41ª Bienal de Veneza em 1984, da qual o artista participou. O trabalho foi retomado em 2015, sob uma lógica nada identificada com a ideia de evolução ou linearidade.


Luiz Paulo Baravelli - 'A Estrangeira' (2016), cortesia Galeria Marcelo Guarnieri (Foto: Filipe Berndt)

Paulistano, nascido em 1942, Baravelli prefere trabalhar com a cronologia circular, assim pode ir e voltar, recortar, alterar, aumentar ou diminuir suas caras no momento que lhe for oportuno, sem a necessidade de hierarquizá-las a partir de tais operações.

Antes de serem 'Caras' – pinturas que são quase objetos, estruturas quase autônomas – alguns daqueles rostos já habitavam outras de suas pinturas - aquelas que seguem mais ou menos o esquema figura e fundo - como mais um dos elementos da composição. São como personagens recortados de uma cena e aumentados em 500 vezes o seu tamanho, podendo ser deformados, alterados, misturados ou mesmo inventados, criados do zero.

A exposição contará também com alguns estudos e desenhos do artista que foram produzidos em consonância com a série. A mostra seguirá aberta para visitação até o dia 22 de abril.

Também a ser inaugurada no dia 20.02, 'Fósseis Contemporâneos', de Miguel Anselmo parte da premissa do autor de que “o ser humano é frágil por natureza, e o que temos ao nosso alcance para nos socorrer é fortificar-nos, abrigar-nos. Fortificar nossa substância material”.

Nas telas do artista visual e restaurador gaúcho, que vive e São Paulo desde 2001, o tema principal é a vulnerabilidade inata do homem. Suturas bordadas tornam-se ossos, enquanto pinceladas precisas enganam os olhos e se transformam em azulejos, madeiras e papéis de parede. “Os ossos no meu trabalho simbolizam a essência de vidro do ser humano, ao passo em que os azulejos e demais elementos decorativos representam ambientes que as pessoas usam para se proteger, nossas fortificações, exteriores e interiores; nossos abrigos”, completa Anselmo.

Obra de Miguel Anselmo (Foto: divulgação)

'Fósseis contemporâneos' compreende 17 telas, que misturam bordado e pintura a óleo, mais uma instalação, formada por uma coluna vertebral de resina plástica e PVC sobre uma cama de azulejos quebrados, que vai ocupar o centro do espaço expositivo. As obras foram produzidas entre 2014 e 2018.

Serviço
Exposições
'A Respeito da Proximidade', de Luiz Paulo Baravelli (na sala do páteo)
'Fósseis Contemporâneos', de Miguel Anselmo (3º andar)
Abertura dia 20 de fevereiro
Visitação “A Respeito da Proximidade”: até 22 de abril
Visitação “Fósseis Contemporâneos”: até 10 de junho
Horário: todos os dias da semana, das 8h às 19h

Biblioteca Mário de Andrade
Rua da Consolação, 94, Centro
Anhangabaú e República
Informações: (11) 3775-0002
Livre
Grátis

Fonte: divulgação por e-mail

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