SÃO PAULO, São Paulo - Em lembrança ao aniversário do nascimento de Sebastiana de Mello Freire, chamada Dona Yayá, em 21 de janeiro, o Centro de Preservação Cultural (CPC) da USP abre horário especial de visitação à casa que foi sua moradia e à exposição 'Sesmaria de Passarinhos', que fica em cartaz até março.

Nascida em 1887, de família pertencente à elite paulistana, Dona Yayá, recebeu educação esmerada, tendo sido aluna interna do tradicional colégio Nossa Senhora de Sion. Era religiosa, falava francês, tocava piano, pintava, realizava trabalhos manuais e tinha a fotografia como passatempo preferido. Em 1919, após apresentar recorrentes sinais de desequilíbrio emocional, foi internada em um hospital psiquiátrico, tida como incapaz de administrar a fortuna da qual era a única herdeira.Sua interdição causou comoção na sociedade paulistana, gerando uma série de artigos publicados pelo jornal sensacionalista 'O Parafuso'. Um ano depois a família seguiu conselhos médicos para que seguisse tratamento em casa, onde receberia melhores cuidados. Foi escolhida, então, a chácara localizada nos arrabaldes da cidade, local tranquilo e afastado do burburinho urbano. Dona Yayá viveu reclusa nessa casa por 40 anos, juntamente com amigos da família e empregados.

Restaurada e tombada como patrimônio cultural, a Casa de Dona Yayá é hoje testemunha dessa história. Sede do CPC-USP desde 2004, a Casa de Dona Yayá foi transferida em 1969 como herança vacante à Universidade de São Paulo. Passou, ao longo das últimas décadas, por cuidadosos trabalhos de conservação e restauro que abrangeram a recuperação do imóvel, restauração das pinturas parietais em seu interior e dos jardins da chácara que a circundava.Com base nessa rica história material e imaterial, a Casa de Dona Yayá foi tombada pelo Estado de São Paulo, em 1998, e pelo Município, em 2002.

A trágica vida de Dona Yayá ainda hoje instiga a curiosidade e a imaginação dos que dela ouvem falar, e é parte da história do bairro da Bela Vista. O CPC- USP promove a valorização desse imóvel através de sua abertura ao público, incentivando reflexões a respeito de sua arquitetura, da história do bairro e da personagem Dona Yayá.

A Casa de Dona Yayá funciona de segunda a sexta, das 9 às 17 horas, e tem visitação especial neste domingo, dia 21 de janeiro, das 10 às 15 horas. A entrada é gratuita. Mais informações pelo telefone (11) 2648-1501 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Fonte: USP

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