RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Egiptólogos do Brasil e do exterior apresentam suas pesquisas na V Semana de Egiptologia do Museu Nacional (Semna).

Ela ocorre até 1º de dezembro, sexta-feira, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, com conferências, mesas redondas, pôsteres e apresentações de comunicações orais.

O curador da coleção egípcia do Museu Nacional/UFRJ, Antonio Brancaglion Jr., irá apresentar o tema "Segredos das Múmias do Museu Nacional: o que se esconde por trás das bandagens". Por meio de tecnologia de ponta em trabalhos multidisciplinares envolvendo arqueólogos, engenheiros, médicos e químicos, por exemplo, foram revelados detalhes das múmias sem a necessidade de abri-las. Brancaglion explica que a múmia de uma menina de 12 anos tem algo parecido com um pequeno vaso na cabeça, de material ainda não identificado, e os estudos observaram que a retirada do cérebro foi feita em técnica trabalhosa por uma vértebra atrás da cabeça. Geralmente, segundo o especialista, a retirada do cérebro era realizada com uso de gancho pelo nariz.

Estão sendo apresentadas na Semna essa e outras curiosidades e descobertas. Do exterior, estão presentes especialistas da École Pratique des Hautes Études, Universidad de Alcalá, Universidad de Buenos Aires, Universidad Nacional de la Plata, Université Paul Valéry-Montpellier 3, University of Cambridge.





A Semana de Egiptologia do Museu Nacional é organizada por mestrandos e doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia com a orientação do professor Antonio Brancaglion Jr., coordenador do Laboratório de Egiptologia e curador da coleção egípcia do Museu Nacional. A abreviação Semna era a designação, na Antiguidade, da fortaleza construída pelo faraó Senusret I, que governou entre c. 1965-1920 a. C., na Núbia.

Ela é realizada anualmente próxima à data de nascimento de Pedro II, dia 2, que pode ser considerado o primeiro egiptólogo do Brasil. Na segunda viagem que ele fez ao Egito, foi presenteado com o esquife pintado da "Cantora de Amun" Sha-A-mun-em-su, datado de quase 3 mil anos, e que foi mantida no gabinete dele até a Proclamação da República. O Museu Nacional tem o maior acervo egípcio da América Latina e provavelmente o mais antigo das Américas, tendo a maioria sido arrematada em leilão em 1826 pelo imperador Dom Pedro I. O egiptólogo Brancaglion destaca que a coleção do Louvre foi iniciada no mesmo ano.

A programação completa está disponível em: http://www.seshat.com.br/semna/programacao/

Criado por D. João VI em junho de 1818, o Museu Nacional é atualmente o maior museu de história natural e antropológica da América Latina. Em 1946, ele foi incorporado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, na época Universidade do Brasil. O Museu Nacional/UFRJ mantem seu pioneirismo com estudos de ponta e amplo acervo enriquecido constantemente.

Serviço
V Semana de Egiptologia do Museu Nacional (Semna)
Até 1º de dezembro, das 9h às 17h30.
Museu Nacional, Quinta da Boa Vista, São Cristóvão.

Fonte: divulgação por e-mail

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