DISTRITO FEDERAL, Brasília - O Centro Nacional de Arqueologia (CNA), unidade especial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), divulga os cinco vencedores da 5ª Edição do Prêmio Luiz de Castro Faria 2017.

Foram analisados no total 22 trabalhos homologados, nas categorias Graduação, Mestrado, Doutorado e Artigo Científico. A Comissão Julgadora foi composta pelos arqueólogos Dr. Roberto Pontes Stanchi, Dra. Rosana Najjar e Dra. Margareth de Lourdes Souza .

A premiação para as categorias de Monografia de Graduação, Dissertação de Mestrado e Tese de Doutorado será de R$ 10 mil, R$15 mil e R$20 mil reais, respectivamente. Já os trabalhos vencedores da Categoria Especial – Artigo Científico - receberão R$5 mil.

Conheça os vencedores:
Categoria Artigo Científico:
Temporalidades e Saberes Inscritos em Ruínas e Memórias, de autoria da Drª. Camilla Agostini, Professora Adjunta do Departamento de Arqueologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, obtendo nota 10,0.

Tempus Edax, Homo Edacior: Explorações Científica e Econômica em Sambaquis do Brasil, de autoria de Marília Oliveira Calazans, Mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo, obtendo nota 9,8.

Categoria Graduação (monografia):
As Indústrias Líticas do Holoceno Médio no Sítio GO-JA-01: Uma Reavaliação a Partir da Abordagem Tecnofuncional, de autoria de Marcos Paulo de Melo Ramos, desenvolvida no âmbito da Graduação em Arqueologia do Instituto Goiano De Pré-História e Antropologia da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, sob orientação da Profª Drª Sibeli Aparecida Viana, obtendo nota 10,0.

Categoria Mestrado:
Potes que Encantam: Estilo e agência na cerâmica polícroma da Amazônia Central, de autoria de Erêndira Oliveira, desenvolvida no âmbito do Curso de Pós-Graduação em Arqueologia do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, sob orientação da Profª Drª Elaine Farias Veloso Hirata, obtendo nota 10,0.

Categoria Doutorado:
Caracterização do Modo de Vida dos Sambaquieiros que Ocuparam o Litoral Paraense: Quatipuru, Pará, Brasil, de autoria de Paulo Roberto do Canto Lopes, desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sob orientação da Profª Drª Maria Dulce Barcellos Gaspar de Oliveira, obtendo nota 8,1.

A cerimônia de premiação será realizada no próximo dia 13 de setembro, às 18h30, no auditório Cine Teatro da Universidade Federal do Piauí, em Teresina, durante o XIX Congresso da Sociedade de Arqueologia Brasileira.

O prêmio
O Prêmio Luiz de Castro Faria foi criado em 2013, com o objetivo de reconhecer a pesquisa acadêmica que verse sobre o tema da preservação do patrimônio arqueológico brasileiro. Nesse sentido, o Iphan, através do CNA prestigia os trabalhos científicos desenvolvidos sobre o tema , que representem originalidade e contribuição para a área .

O concurso traz uma referência à atuação do museólogo e antropólogo Luiz de Castro Faria, figura atuante no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que contribuiu para a formação de várias gerações de especialistas e professores no campo da arqueologia. Antes de voltar-se ao estudo da antropologia, Castro Faria dedicou-se à pesquisa e preservação de grutas naturais e sambaquis em quase todo o litoral brasileiro. Seus registros científicos reconstituíram parte da história do Brasil e fortaleceram o movimento de conscientização sobre a importância dos sítios arqueológicos.

Luiz de Castro Faria foi também um importante articulador de políticas públicas, junto com o primeiro presidente do Iphan, Rodrigo Melo Franco de Andrade, especialmente nas décadas de 1950 e 1960. Um de seus principais legados foi o anteprojeto da Lei 3.924/61, sancionado pelo presidente Jânio Quadros. A norma dispõe sobre os monumentos arqueológicos e pré-históricos no país e determina, entre outras medidas, que esses elementos fiquem sob a guarda e proteção do Poder Público.

Dessa forma, o Prêmio reconhece o trabalho de Luiz de Castro Faria como mediador entre a Academia e a Administração Pública. Símbolo de uma geração pioneira e idealista, a atuação do pesquisador é uma inspiração para quem luta pelo estudo do nosso passado e ampliação das iniciativas de preservação do patrimônio arqueológico.

Outras informações: Centro Nacional de Arqueologia
Telefone: (61) 2024-6300
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Fonte: Iphan

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