BAHIA, Salvador - A Fundação Pedro Calmon/SecultBA participou, na manhã da última sexta (25), da Sessão Especial em celebração aos 219 anos da Revolta dos Búzios, proposta pelos deputados estaduais Fabíola Mansur (PSB) e Bira Côroa (PT), na Assembleia Legislativa.

Na ocasião, o diretor geral da instituição, Zulu Araújo, anunciou a criação de uma Comissão, que irá organizar as comemorações dos 220 anos da Revolta, no âmbito do Estado da Bahia.

A Comissão foi criada no intuito de coordenar as atividades festivas da também chamada Revolta dos Alfaiates, que irá completar 220 anos em agosto de 2018, sendo composta por membros da Fundação Pedro Calmon, pelas Secretarias de Educação e da Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Assembleia Legislativa da Bahia, Associação Nacional de História, Grupo Olodum, Blocos Malê Debalê e Ilê Ayiê, Conselho Estadual de Cultura, Universidade Estadual da Bahia (Uneb), Universidade Federal da Bahia (Ufba), Academia de Letras da Bahia e o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB).

Ainda em comemoração à Revolta dos Búzios e da Década Internacional dos Afrodescendentes (2015-2024), a Assembleia Legislativa da Bahia, em parceria com a Fundação Pedro Calmon – por meio do Arquivo Público do Estado - implantará um Memorial em homenagem aos Heróis da Revolta dos Alfaiates.

O acervo do Arquivo Público será fundamental para a implantação do Memorial. Além de ser um patrimônio tombado, o acervo reúne, desde 1890, documentos importantes que retratam a história da humanidade. A diretora do Arquivo Público salientou a importância do evento e reconheceu a Instituição como principal fornecedora de informações para as pesquisas. "Precisamos sempre reforçar a história e ter acesso aos trechos que não são evidenciados nos livros. Os heróis negros são sempre esquecidos e dificilmente estampam as capas dos livros didáticos. Estaremos sempre à disposição para contribuir com essas atividades porque o Arquivo Público é um fomentador de conhecimento e tenho a honra de contribuir com esta comissão até 2018", disse Teresa Matos.

João Jorge, presidente do Bloco Afro Olodum e estudioso do tema, fez um discurso emocionado no Plenário da Casa Legislativa. “Hoje é um dia de conhecer e respeitar os antepassados, aqueles que deram a vida pela independência do povo. O dia 25 de agosto de 1798 mudou o rumo da sociedade mas, infelizmente, o Apartheid social continua perverso aqui na cidade de Salvador”, finaliza.

Para o diretor geral da Fundação Pedro Calmon, Zulu Araújo, os documentos escritos há mais de dois séculos sobre as lutas dos afrodescendentes são verdadeiras fontes de pesquisa e reconhecimento aos quatros homens que estiveram à frente da Revolta dos Búzios: Lucas Dantas, Manoel Faustino, Luis Gonzaga e João de Deus, executados em 8 de novembro de 1799, e oficialmente incluídos em 4 de março de 2011 no Livro dos Heróis da Pátria. “Os registros preservados no Arquivo Público estão disponíveis para quem tiver interesse em conhecer a vida de cidadãos que defendiam os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade e foram, verdadeiramente, heróis do nosso país”, concluiu.

Fonte: Secult BA

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