BAHIA, Salvador - Participando da Festa da Boa Morte, em Cachoeira, na manhã desta terça-feira (15), o secretário de cultura da Bahia, Jorge Portugal, assinou um termo de cooperação juntamente com o diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), e a Irmandade da Boa Morte.

O ato ocorreu na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, em Cachoeira.

Foto: Ascom Setur

O termo envolve ações estruturantes durante um período de 18 meses, como montagem de nova Expografia, publicação de livros sobre a festividade e ações de preservação do patrimônio. Em sua fala, o secretário reforçou a importância da ação e principalmente a manutenção com acompanhamento do IPAC.

Desempenhando um importante papel na cultura do estado da Bahia por quase 200 anos, a Irmandade é responsável pela Festa da Boa Morte. Considerada Patrimônio Imaterial da Bahia desde 2010, a celebração destaca-se como uma das mais importantes do calendário religioso do Estado, o que garante intenso fluxo turístico para o município (110 quilômetros de Salvador). Os festejos da Boa Morte atraem muitos olhares porque contam a história de mulheres negras que conquistaram espaço na sociedade e decidiram se unir para comprar a liberdade daqueles que ainda eram mantidos no modelo escravagista. Com força, perseverança e fé, elas criaram a Irmandade da Nossa Senhora da Boa Morte, confraria religiosa afro-católica responsável pela alforria de inúmeros escravos.

A Festa da Boa Morte foi iniciada no último domingo (13), tendo seu ápice nesta terça-feira (15), quando foi realizada pela manhã a alvorada com fogos de artifícios, missa solene e procissão festiva em homenagem a Nossa Senhora da Glória, além da posse do conselho gestor da edição 2018 da festa.

Fonte: Secult BA

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