RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - A Casa França-Brasil promove, no mês de novembro, dois novos cursos. Dentro do programa "Antropologia da Arte", o psicanalista Alexandre Sá e o historiador e antropólogo Leonardo Bertolossi oferecem o curso "Performance e autorrepresentação".

Já o coletivo Coletivo e Mobilidade promove o curso "Mapeando o novo Centro do Rio: Registros e Percursos Urbanos", que faz parte do programa "Interfaces da Arte". As matrículas já estão abertas.   

"Performance e autorrepresentação" será ministrado sempre aos sábados, das 9h às 12h, de 05 de novembro a 10 de dezembro. "Mapeando o novo Centro do Rio: Registros e Percursos Urbanos" também acontecerá aos sábados, das 10h às 13h, no período entre 05 e 26 de novembro. O valor da matrícula de cada curso é de R$ 600. Estudantes, professores, funcionários da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro e funcionários de instituições culturais tem 50% de desconto nos cursos.
Os cursos da Casa França-Brasil são oferecidos por críticos de arte, artistas e curadores. Abaixo, conheça os detalhes sobre ementas, duração e valores dos cursos de novembro.  

ANTROPOLOGIA DA ARTE
Programa de cursos que objetiva ativar a área denominada Antropologia da Arte. Em módulos curtos, com um mês de duração, teóricos e artistas convidados apresentarão e discutirão a formação do campo, seus principais autores e as relações com outras linguagens.

Curso: Performance e autorrepresentação, com Alexandre Sá e Leonardo Bertolossi  Sábados, das 9h às 12h. Período: 05/11 a 10/12

O curso propõe discutir entre teorias e poéticas artísticas a relação entre auto-representação e performance nas artes visuais e nas ciências sociais. Os conceitos de performance /  performatividade /agência;  a vida social como um teatro; estigmas e estereótipos; o show do eu na era do espetáculo; a profusão de identidades à venda e a antropofagia zumbi; o eu angustiado e cínico entre o espelho e a máscara; a rostidade e o corpo templo; o eu cindido e o outro-eu; os poros e os fractais em Freud e na Melanésia; e as normatividades e as descolonizações, serão alguns dos eixos de discussão em quatro encontros.

Leonardo Bertolossi é historiador e antropólogo. Bacharel em História pelo IFCS/UFRJ, fez o mestrado em Antropologia Social no Museu Nacional/UFRJ, e o doutorado na mesma área na USP. No mestrado pesquisou as políticas e poéticas de representação do National Museum of the American Indian, do Smithsonian Institute, com ênfase nas exposições de artistas contemporâneos indígenas norte-americanos. No doutorado pesquisou o circuito e o mercado primário de arte contemporânea nos anos 80 e 90, com ênfase na geração 80, na Bienal de São Paulo, e no debate em torno da identidade da arte brasileira diante da internacionalização. Desde 2013 vem ministrando cursos de extensão sobre arte e antropologia no CPC Casa de Dona Yayá da USP, no CCJF, na EAV/Parque Lage, e na Casa do Saber Rio. Atualmente é pós-doutorando em Artes Visuais pelo PPGAV/UFRJ.

Alexandre Sá vive e trabalha no Rio de Janeiro. É psicanalista e pós-doutor em Estudos Contemporâneos das Artes pela Universidade Federal Fluminense. É um profissional híbrido que trabalha com as mais diversas linguagens (instalações, performances, objetos e vídeos) e sua pesquisa plástica tem como preocupação estética as relações entre o texto, a imagem, a poesia, a psicanálise e o corpo. Uma de suas particularidades é o diálogo entre teoria e prática, pois atua também crítico, escrevendo textos para revistas especializadas; além de desenvolver trabalhos como curador. Coordena o curso de Artes Visuais da Unigranrio. É diretor do Instituto de Artes da UERJ e docente do Programa de Pós-Graduação em Artes nesta mesma instituição.

INTERFACES DA ARTE
Programa de cursos com o objetivo de atender a participantes de diferentes áreas de formação, ou iniciantes, que buscam compreender e discutir questões ligadas a arte. Serão ofertados cursos com propostas em torno de temas como, Colecionismo, Mercado de arte, além de diálogos entre a Arte e outros campos de conhecimento como Filosofia e Literatura.

Curso: Mapeando o novo Centro do Rio: Registros e Percursos Urbanos, com o Coletivo Cotidiano e Mobilidade  Sábados, das 10h às 13h. Período: 05/11 a 26/11

O workshop visa a criação de experiências de derivas ou percursos urbanos com registros em imagens, sons, relatos e mapeamentos utilizando aplicativos de smartphones que geram mapas, gráficos e linhas de percurso. Propõe vivenciar os espaços remodelados do centro do Rio de Janeiro através de caminhadas e seus registros, bem como a criação de jogos, relatos e interações que irão motivar a exploração de questões relacionadas à mobilidade urbana e ao redesenho da cidade.

Cotidiano e Mobilidade é um coletivo criado em 2007, formado por Bia Amaral, Giodana Holanda, Jac Siano, Joy Till, Lidice Matos e Clorisval Pereira Jr. O coletivo visa a criação de mapeamentos pessoais e coletivos na interseção entre arte, vida cotidiana e mobilidade, a partir de experiências, jogos e registros em percursos urbanos.

Fonte: SEC RJ

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