SÃO PAULO, São Paulo - A capital paulista é famosa pela quantidade de museus, exposições, atividades e programações culturais ofertadas. Uma delas, talvez menos conhecida de parte do público, é a Cinemateca Brasileira, espaço cultural dedicado à preservação, restauração e divulgação do audiovisual brasileiro.

Uma vez por mês o espaço, ligado à secretaria do audiovisual do Ministério da Cultura, abre as portas para visitas guiadas educativas e gratuitas, das 10h às 12h. Para participar, basta agendar a visita com antecedência e preencher formulário no site.

Lívia Fusco produtora do setor de difusão explica que o tour encanta o público constituído basicamente por estudantes e idosos. "O acervo fílmico é o quem mais desperta a curiosidade dos visitantes", diz.

Durante a visita, o público conhece as instalações da instituição, como salas de exibição, biblioteca, parque e os principais setores técnicos e que integram o patrimônio histórico e cultural.  "Responsáveis pelos setores explicam o funcionamento de cada local e falam do acervo, dos roteiros, das coleções. O acervo vai da antiga TV Tupi até filmes atuais", conta Lívia.

Desde que foi criada, há 70 anos, a Cinemateca Brasileira se ampliou para além de um pequeno grupo de intelectuais interessados em cinema e ganhou reconhecimento mundial, tornando-se um dos maiores acervos audiovisuais da América Latina.

Entre os 250 mil rolos de filmes, há curtas e longas-metragens, cinejornais, documentários e obras de ficção, além de registros raros, como a coleção de imagens da extinta TV Tupi. Na filmografia da Cinemateca há ainda dados de cerca de 45 mil títulos, com informações de datas, cartazes, fotos e produção do filme.

Além disso, o núcleo de Arquivos e coleções do Centro de Documentação e Pesquisa da Cinemateca reúne conjuntos de documentos produzidos, acumulados ou colecionados por pessoas ou entidades ligadas ao cinema brasileiro ao longo de suas trajetórias. São fotos, textos, desenhos, manuscritos, correspondência, objetos, que guardam em si grande carga de testemunho sobre o produtor. Entre eles, estão os de Glauber Rocha, Pedro Lima e Paulo Emílio Sales Gomes.

Ao longo dos anos, a Cinemateca ocupou diversos espaços na capital paulista. Em setembro de 1988, a Prefeitura do Município de São Paulo cedeu a área do antigo Matadouro, que funcionou no final do século XIX e início do XX, para a Cinemateca Brasileira, que fez do espaço a sua sede.
 
Serviço:
Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso 207
Vila Clementino, São Paulo (SP)
Telefone: (11) 3512-6111
Mais informações: http://www.cinemateca.gov.br/
 
Fonte: MinC

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