SÃO PAULO, São Paulo - Agora é possível visitar o acervo do Museu Afro Brasil sem sair de casa

A partir das 8h de amanhã, 21 de janeiro de 2016, mais de 100 obras da coleção do Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, poderão ser vistas por milhões de pessoas em todo o mundo. Isto somente é possível através da parceria realizada com o Google Cultural Institute.

Alguém que vive em qualquer lugar do mundo poderá agora visitar o Museu Afro Brasil através do Street View, podendo movimentar-se virtualmente dentro do museu e através de suas exposições, podendo inclusive selecionar alguma obra do seu interesse, que esteja disponível e com apenas um clique descobrir muito mais.

O equipamento “trolley” especialmente desenvolvido para o Street View capturou imagens em 360 graus de coleções pré-selecionadas, um trabalho conjunto entre as duas instituições, permitindo uma navegação tranquila em aproximadamente 10 mil m2 de área expositiva, especialmente as dedicadas às exposições temporárias e à exposição de longa duração, que ocupam os 3 pisos do Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, do arquiteto Oscar Niemeyer, dentro do Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Algumas exposições temporárias que já estiveram em exibição passaram por uma curadoria especial para continuar disponíveis virtualmente, podendo ser vistas a qualquer hora, como é o caso de “Espírito da África - Os reis africanos” que exibe fotografias de Alfred Weidinger, o conhecido fotógrafo austríaco especializado em África, que buscou os remanescentes das monarquias dos maiores reinados africanos.

Além dela, outras Exposições Virtuais poderão ser apreciadas com o tempo e a atenção que merecem, como “Arte, Adorno, Design e Tecnologia no Tempo da Escravidão”, uma exposição temporária que ficou em exibição por mais de 2 anos devido ao seu grande sucesso de público e ganhou nova montagem no Dia da Consciência Negra de 2015. Agora a mostra poderá ser apreciada online por qualquer visitante a qualquer momento.

A mostra é composta por objetos de ofícios urbanos e rurais, muitos deles usados em fazendas e engenhos de açúcar, formando um conjunto que realça as contribuições dos negros para a ciência e a tecnologia no Brasil, como mesas de lapidação, moendas de milho, forjas de ferreiro, prensas de folha de tabaco e outros objetos dos séculos XVIII e XIX.

“O Banzo, o Amor e a Cozinha de casa”, uma mostra individual do artista Sidney Amaral é outra exposição virtual que está disponível e que venceu o Prêmio Funarte de Arte Negra 2012.

Além, claro, do próprio acervo do “Museu Afro Brasil”, que ganhou destaque nas galerias virtuais do Google Cultural Institute.

“É grande a importância para o Museu Afro Brasil, a ampliação do acesso a essas coleções que esta tecnologia permite. É incrível poder levar a qualquer pessoa, onde quer que ela esteja, a qualquer hora, com apenas alguns cliques, usando a internet, obras e coleções de tamanha relevância para a cultura brasileira.”, comenta Natalia Moriyama, Coordenadora de Desenvolvimento Institucional do Museu Afro Brasil.

As duas instituições ainda tem muito trabalho conjunto pela frente e promete novidades ainda para 2016.

Sobre o Museu Afro Brasil

Inaugurado em 2004, a partir da coleção particular do fundador e atual Diretor Executivo Curatorial Emanoel Araujo, o Museu Afro Brasil construiu, ao longo de 11 anos, uma trajetória de contribuições decisivas para a valorização do universo cultural brasileiro ao revelar a inventividade e ousadia de artistas brasileiros e internacionais, desde o século XVIII até a contemporaneidade.

O Museu Afro Brasil é uma instituição pública, subordinada à Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo e administrado pela Associação Museu Afro Brasil - Organização Social de Cultura. Ele conserva, em 11 mil m2 um acervo com mais de 6 mil obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, documentos e peças etnológicas, de autores brasileiros e estrangeiros, produzidos entre o século XVIII e os dias de hoje. O acervo abarca diversos aspectos dos universos culturais africanos e afro-brasileiros, abordando temas como a religião, o trabalho, a arte, a escravidão, entre outros temas ao registrar a trajetória histórica e as influências africanas na construção da sociedade brasileira.

Sobre o Google Cultural Institute

O Google Cultural Institute e seus parceiros estão disponibilizando tesouros culturais do mundo na ponta dos dedos dos usuários de internet e construindo ferramentas que permitem que o setor cultural compartilhe online mais do seu patrimônio diversificado.

O Google Cultural Institute realizou parcerias com mais de 1000 instituições fornecendo uma plataforma total de 6 milhões de fotos, videos, manuscritos e outros documentos de arte, cultura e história.

SERVIÇO:

Google Cultural Institute

www.google.com/culturalinstitute/collection/museu-afro-brasil 

Museu Afro Brasil

Av. Pedro Álvares Cabral, s/n 

Parque Ibirapuera - Portão 10 

São Paulo / SP - 04094 050

Fone: 55 11 3320-8900

www.museuafrobrasil.org.br 

 

Fonte: divulgação por e-mail

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 20/01/2016 - 24 visitas até 13:54h)

 

RIO GRANDE DO SUL, Porto Alegre - A Fundação Cultura Palmares (FCP), entidade vinculada ao Ministério da Cultura, realiza nesta sexta-feira, 22, às 15h, em Porto Alegre (RS), um painel para discutir a construção de um Fórum Estadual de Cultural Afro-brasileira na capital gaúcha. O painel integra a programação do Fórum Social Mundial, que comemora sua 15ª edição.

"Vai ser uma primeira reunião. A ideia é juntar os representantes de movimentos sociais, de governos e de organizações não governamentais para identificar as principais ações e verificar as possibilidades que temos para ampliar e fortalecer a cultura afro-brasileira na Região Sul", explicou Renata Rodrigues, chefe da recém-criada Representação Regional da Palmares no Rio Grande do Sul.

Com sede em Brasília, a Palmares conta ainda com seis representações regionais nos estados de Alagoas, Bahia, Maranhã, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. 

Empossada em dezembro do ano passado, Renata Rodrigues terá como a missão organizar, mobilizar e fomentar o trabalho de produtores e artistas locais das mais diversas manifestações artístico-culturais ligadas à cultura afro-brasileira. Para melhor articular essas atividades, de acordo com ela, a criação de um fórum estadual será a instância utilizada para unir sociedade civil e o Poder Público em prol da construção e avaliação de propostas de políticas públicas para cultura. 

Serviço: 

Construção do Fórum Estadual de Culturas Afro-brasileiras

Horário: 15h 

Local: Largo Zumbi - Tenda 1

Obs: Não há necessidade de inscrição e a entrada é gratuita.

 

Fonte: MinC

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 20/01/2016 - 15 visitas até 14:01h)

SÃO PAULO - Cidade de São Paulo comemora 462 anos com exposição, música, cinema, gastronomia, jogos e brincadeiras nos Museus. Museu Catavento estará aberto no dia 25; Pinacoteca, que agora abre às segundas-feiras, terá entrada gratuita 

Para celebrar o aniversário de 462 anos de São Paulo, no próximo dia 25 de janeiro, instituições da Secretaria da Cultura do Estado prepararam uma programação especial em diversos pontos da cidade, para todas as idades. Exposições de arte, contação de histórias, debates, música, cinema, gastronomia e jogos infantis são algumas das opções de entretenimento para comemorar com a cidade. Entre os destaques está a abertura do Museu Catavento na segunda-feira, com atrações especiais para a data. Confira algumas das atividades previstas para o fim de semana - 23 e 24 - e a programação dos locais que abrirão na segunda-feira.

No Museu Afro Brasil, haverá uma programação especial no dia 23 de janeiro, a partir das 11h, com entrada gratuita. O evento reúne a abertura das exposições: “Louça Fina”, de Fernando Ribeiro e “Cúmulo”, do também artista plástico Caíto. Além do lançamento do livro “100 anos de feiras livres na cidade de São Paulo” edição da Via Impressa Edições de Arte, dos autores Antônio Hélio Junqueira e Marcia da Silva Peetz, que resgata a memória dos primeiros 100 anos de existência formal das feiras livres na cidade de São Paulo - comemorados em 2014 - contemplando sua evolução histórica e lançando um olhar sobre o futuro destes equipamentos paulistanos de abastecimento.

Já no Museu do Futebol, das 10h às 17h, nos dias 23 e 24 de janeiro, haverá piquenique e visita monitorada no Estádio do Pacaembu e brincadeiras como amarelinha, corda, elástico, bolha de sabão.

Na Casa Mário de Andrade, localizada na Barra Funda, haverá um debate com o tema “São Paulo, comoção da minha vida”, no dia 23 de janeiro, das 15h30 às 17h30, com Marina Person e Pascoal da Conceição. O público também terá espaço para falar de sua relação afetiva com a cidade de São Paulo.

A Casa Guilherme de Almeida, inspirada na paixão que o artista homônimo mantinha pela cidade de São Paulo – ele, junto com Wasth Rodrigues, criou brasão da cidade - realizará uma visita temática ao acervo da casa, no dia 23 de janeiro, às 14h.

No domingo 24 de janeiro, o Museu da Casa Brasileira realizará a ‘Oficina de Calçada’ com o arte-educador Marcos Gorgatti. A atividade propõe a construção de uma calçada a partir da identidade criada para pisos da cidade de São Paulo por Mirthes dos Santos Pinto, em 1966 (as famosas calçadas paulistanas que interpõem imagens preto e brancas do mapa do Estado). As inscrições são gratuitas, têm vagas limitadas e podem ser feitas por e-mail (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.) ou telefone (11) 3026-3913/ 3032-3727.

A Pinacoteca, que agora abre às segundas-feiras, organizou uma programação especial para o dia 25 de janeiro, a partir das 10h. Nesta data, a entrada será gratuita nos dois prédios (Pinacoteca e Estação Pinacoteca) e bikes e food trucks ocuparão todo o estacionamento do edifício da Praça da Luz. Na mesma data, será exibido filmes nacionais e acontece a abertura da exposição ‘Coleções em diálogo: Museu Paulista e Pinacoteca de São Paulo’, seguindo as comemorações que marcam o aniversário de 110 anos da Pinacoteca.

No dia 24 de janeiro, o Museu da Imigração terá a atividade São Paulo na ponta do lápis, programação livre para todas as idades, a partir das 10h. Uma parceria com o coletivo Desenho em qualquer canto convida o público a registrar suas percepções da arquitetura e entorno do museu em desenhos de observação, numa celebração criativa dos 462 anos da cidade de São Paulo. Às 15h, o Museu receberá uma apresentação da Orquestra na Rua, com mais de 50 músicos eruditos.

Nos dias 23 e 24 de janeiro, às 14h, o Museu de Arte Sacra de São Paulo fará uma visita temática com oficina de tijolos de adobe. A ideia é que os participantes entendam uma das técnicas construtivas utilizadas na feitura do edifício, remanescente do período colonial. Os tijolos serão produzidos pelos participantes e poderão ser customizados e levados como lembrança do 462º Aniversário de São Paulo. Inscrições pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Atividade gratuita e livre para todos os públicos.

Na nona edição do projeto Conexão Cultural São Paulo, o Museu da Imagem e do Som - MIS reunirá, no dia 25 de janeiro, chefs, músicos, oficineiros, dançarinos, artistas plásticos (provenientes do Haiti, Congo, Togo e de países árabes) de maneira interativa e criativa, comemorar o aniversário da cidade e a inclusão de novas culturas para a cidade de São Paulo. Com o tema São Paulo Sem Fronteiras, as atividades serão gratuitas.

O Catavento Cultural e Educacional, museu de Ciência e Tecnologia, montou uma programação para lá de especial para divertir a garotada e toda a família, no dia 25 de janeiro, a partir das 9h. Entre as atrações estão atividades recreativas com jogos e brincadeiras, no espaço Verão Nick; oficina construção de mini terrário; jogos para mostrar as diferentes fases de vida das Borboletas, além de cinema 3D “Caminhando com Dinossauros” e shows de ciências com diversas experiências emocionantes. 

 

SERVIÇO:

Museu Afro Brasil 

Av. Pedro Álvares Cabral, s/n 

Parque Ibirapuera - Portão 10 (acesso pelo portão 3)

São Paulo / SP - 04094 050

Tel.: 55 11 3320-8900

www.museuafrobrasil.org.br 

Horário de funcionamento: de terça-feira a domingo, das 10h às 17h, com permanência até as 18hs. 

Ingressos: R$ 6 - Entrada gratuita aos sábados.

Museu do Futebol 

Praça Charles Miller, s/nº - Estádio Paulo Machado de Carvalho - Pacaembu - São Paulo-SP 

Estação Clínicas do Metrô (1,5 km) 

Tel.: (11) 3664-3848 

Site: http://www.museudofutebol.org.br/  

Funcionamento: terça a sexta-feira, das 9h às 17h (Bilheteria até às 16h). 

Sábados, domingos e feriados das 10h às 18h (bilheteria até às 17h) 

Ingressos: R$ 9,00 | Meia-entrada: R$ 4,50 para estudantes, idosos, aposentados com identificação. Aceita cartão. 

Entrada gratuita aos sábados para todos os públicos. 

*Pessoas com deficiência e crianças até sete anos não pagam entrada 

*Estacionamento na Praça Charles Miller, sendo necessário o uso de Zona Azul. Cada folha vale por três horas, e pode ser adquirida a preço oficial na bilheteria do Museu. 

*Conferir o horário de funcionamento do museu em dias de jogos no Pacaembu 

Museu Casa Guilherme de Almeida 

Rua Macapá, 187, Pacaembu 

(11) 3673-1883 / 3672-1391

De terça a domingo, das 10h às 18h. Visitas espontâneas e agendadas. 

Atende a escolas, mediante agendamento.

Entrada franca. 

Site: www.casaguilhermedealmeida.org.br 

Museu da Casa Brasileira

Av. Faria Lima, 2.705 – Jd. Paulistano 

Tel.: (11) 3032-3727

De terça a domingo, das 10h às 18h

Ingressos: R$ 4 e R$ 2 (meia-entrada)

Gratuito aos sábados, domingos e feriados

Acesso a pessoas com deficiência / Bicicletário com 40 vagas

Estacionamento pago no local

Site: http://www.mcb.org.br/pt-BR  

Pinacoteca de São Paulo

Dia 25 de janeiro de 2016 – segunda-feira

A partir das 10 horas

Pinacoteca de São Paulo - Praça da Luz, 02 

Neste dia, o estacionamento estará fechado para o funcionamento dos food trucks.

Site: www.pinacoteca.org.br  

Museu da Imigração 

Rua Visconde de Parnaíba, 1316, no bairro da Mooca, em São Paulo. 

Horário: de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos e feriados das 10h às 17h. 

Os ingressos para visitar as exposições do Museu custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia-entrada). 

Site www.museudaimigracao.org.br 

Museu de Arte Sacra de São Paulo

Av. Tiradentes, 676 - Luz | Metrô Tiradentes

Estacionamento gratuito: Rua Jorge Miranda, 43

Site: http://museuartesacra.org.br/  

Museu da Imagem e do Som - MIS

Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo

Tel.: (11) 2117 4777 

Site: www.mis-sp.org.br 

Estacionamento conveniado: R$ 10. Acesso e elevador para cadeirantes. Ar condicionado.

Catavento Cultural e Educacional

Palácio das Indústrias - Praça Cívica Ulisses Guimarães, s/no (Av. Mercúrio), Parque Dom Pedro II, Centro – São Paulo/SP.

Telefone: 11 3315-0051.

Horário de funcionamento: terça a domingo, das 9h às 17h (bilheteria fecha às 16h).

Entrada: R$ 6 e meia-entrada para estudantes, idosos e portadores de deficiência. Entrada gratuita aos sábados.

Idade mínima para visitação: recomendado para crianças a partir de seis anos.

Como chegar: www.cataventocultural.org.br/mapas.asp 

Acesso por transporte público: estação de metrô Pedro II e terminal de ônibus do Parque Dom Pedro II.

Estacionamento: R$ 10 até 4 horas (para visitantes do museu). Adicional por hora: R$ 2,00 (capacidade para 200 carros). Ônibus e vans: R$20,00.

Infraestrutura: acesso para pessoas com deficiência locomotora.

 

Fonte: divulgação por e-mail

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em /01/2016 - 40 visitas até 14:10h)

RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - No sábado, como ocorre todo dia 23, haverá missa em homenagem a São Jorge na paróquia do santo, na Praça da República, no centro do Rio. Pela primeira vez, a missa de janeiro será diferenciada, porque a celebração contará com uma bateria de escola de samba. Os ritmistas da Estácio de Sá, que no desfile do Grupo Especial deste ano desenvolverá o enredo Salve Jorge! O guerreiro na fé, participarão da missa.

O padre Wagner, vigário episcopal do Vicariato Urbano da região portuária e do centro do Rio, é quem sempre celebra as missas, mas no sábado ele será acompanhado pelo padre Efren, pároco da igreja. De acordo com padre Wagner, a missa do dia 23, que antecede o carnaval, é uma celebração especial dedicada aos sambistas. Segundo ele, que também é capelão do Corpo dos Bombeiros, o enredo presta um grande serviço à Igreja.

Após a celebração, os fiéis seguirão, ao som da bateria, da paróquia até a quadra da Estácio de Sá, também no centro, vestidos com abadás com a imagem do santo. “Vai ter a caminhada e a gente vai animar cantando lá."

No dia 23 de dezembro, houve uma demonstração antecipada da ligação entre a Estácio e a Igreja. O pavilhão da escola foi levado até o altar e se juntou ao manto da imagem de São Jorge. “A bandeira é o orgulho de uma escola. Entretanto, ela tem um significado muito maior, que é a vida das comunidades do Morro de São Carlos [origem da fundação da escola], a esperança de investimentos. São tantas coisas estão escondidas naquela bandeira, que, ao contar a história de São Jorge, eles precisavam de uma benção inicial para ostentar a bandeira na avenida”, afirmou o padre.

A ligação da igreja católica com as escolas de samba nem sempre foi tão amistosa. Em 1989, a Beija-Flor foi proibida de mostrar a imagem do Cristo Redentor no enredo Ratos e urubus larguem a minha fantasia e desfilou com uma alegoria coberta por sacos de lixo pretos e exibiu a faixa com a mensagem Mesmo Proibido Olhai por nós!.

Em 2000, a Unidos da Tijuca enfrentou dificuldades no enredo Terra dos papagaios... Navegar foi preciso. Embora tenha conseguido manter uma cruz para falar dos 500 anos do descobrimento do Brasil, o carnavalesco Chico Spinoza teve de cobrir um quadro com a imagem de Nossa Senhora da Boa Esperança.

No desfile de 2016, o carnavalesco está novamente envolvido na ligação da Igreja com escolas de samba, mas de forma bem diferente.

Autor do enredo sobre São Jorge, Spinoza trabalha com os carnavalescos Tarcísio Zanon e Amauri Santos. “A seriedade que eles estão tratando está sendo muito interessante”, acrescentou o padre.

Assim que o projeto do enredo ficou pronto, os carnavalescos se reuniram com o arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta e pediram o apoio da Igreja.

“Vamos da Capadócia ao martírio que ele sofreu e como se popularizou pelo mundo. Depois, vamos contar como ele se transformou em lenda até chegar ao Rio de Janeiro. Ddom Orani achou isso o máximo, porque é um viés cultural”, disse o carnavalesco Tarcísio Zanon.

 

Fonte: Agência Brasil - Cristina Indio do Brasil

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 20/01/2016 - 13 visitas até 14:05h)

CEARÁ, Fortaleza - Dos originais parangolés aos bólides complexos, capazes de se remodelar com o olhar por meio de texturas, cores vivas e elementos que provocam o imaginário, o artista carioca Hélio Oiticica (1937-1980) é a síntese do artista libertário. Inventor e anfitrião de seus próprios trabalhos, resultantes de uma mente aguda, inquieta, movida por técnica precisa e valores que encontravam nas questões sociais e políticas sua grande tela para se esboçar, o artista rompeu a linha que dividia a obra e o espectador, tornando a interação e a sensorialidade parte fundamental de sua obra e da apreciação da mesma. 

O artista, que revolucionou a arte mundial com suas obras criadas por um espírito que encontrava inspiração nas manifestações populares do Brasil, será o tema da individual Hélio Oiticica – Estrutura Corpo Cor, no Espaço Cultural Airton Queiroz, da Unifor, em Fortaleza, de 26 de janeiro até 1º de maio de 2016.

As 60 obras presentes na exposição, com curadoria de Celso Favaretto e Paula Braga, mostram a transformação do artista, que partiu da pintura para chegar ao além-da-arte (por ele denominado “invenção), saindo da bidimensionalidade para a múltipla experiência sensorial, dando corpo teórico e experimental à interação entre o público e a obra, unindo arte e vivência. Os 17 espaços da exposição, assim, marcam as diferentes fases do artista, como o Grupo Frente, os Metaesquemas, Seco, Bólides, Neoconcretismo, Macaleia, Relevos espaciais e outros. A exposição contempla ainda um espaço educativo e uma cronologia do artista, nos ambientes térreos do Espaço Cultural.

O artista

Hélio Oiticica (1937-1980) começa a se dedicar à pintura em 1954, quando inicia os estudos de pintura com Ivan Serpa (1923-1973), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM – RJ. 

No ano seguinte, realiza sua primeira exposição, na segunda coletiva do Grupo no Museu de Arte Moderna. Nesse período, o artista entra em contato com a artista Lygia Clark (1920-1988) e com os críticos de arte Ferreira Gullar (1930) e Mário Pedrosa (1900-1981) e inicia seus trabalhos bidimensionais, com a criação de pinturas geométricas de guache sobre cartão.

Em 1956, começa a criar a série Secos, de guache sobre cartão, técnica com a qual trabalhará ao longo de toda a década seguinte, criando também a série posteriormente denominada Metaesquemas.

Em 1958, inicia a série de Pinturas Brancas.

No ano seguinte, o artista, a convite de Lygia Clark e Ferreira Gullar, passa a integrar o grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro. A série Branca evolui de pinturas em cartão para pinturas a óleo sobre tela e compensado. Realiza obras monocromáticas que incluem pinturas triangulares em vermelho e branco e também a série Invenções. Inicia o grupo de Bilaterais.

Em 1963, o artista começa a produção de bólides criando a primeira de suas estruturas manuseáveis, o B1 Bólide caixa 1.

O escultor Jackson Ribeiro, em 1964, o apresenta à Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, que passa a ser passa de sua vida e obra.

Na Zona Norte do Rio e Janeiro, Oiticica vive outra experiência marcante em sua obra ao ver uma espécie de construção improvisada por um mendigo com estacas de madeira, cordões e outros materiais; em um pedaço de juta consegue ler a palavra "Parangolé" e passa a designar assim as obras que desenvolvia naquele momento.

A exposição Opinião 65, marco da história da arte brasileira, no MAM - RJ, marca um dos momentos mais polêmicos de sua carreira. Proibido de desfilar com passistas da Mangueira e seus parangolés nas dependências do museu, Oiticica se retira do espaço expositivo e faz seu desfile no jardim do local, com repercussão positiva junto a artistas, intelectuais e imprensa presente.

Nesse mesmo ano, o artista realiza o B33 Bólide caixa 18 – "Homenagem a Cara de Cavalo", famoso bandido carioca de quem era amigo.

O artista, em 1967, inicia suas propostas Supra-sensoriais, apresentadas no IV Salão de Arte Moderna de Brasília, por meio dos bólides da "Trilogia sensorial”, e concebe o Éden, conjunto de penetráveis e proposições supra-sensoriais, expostos em 1969, na Galeria Whitechapel, em Londres.

No ano do AI-5, que marca o endurecimento da ditadura, o artista cria para o show de Caetano Veloso, na boate Sucata, no Rio de Janeiro, a bandeira “Seja marginal seja herói”, que acaba apreendida e é a causa da interdição do espetáculo pela Polícia Federal.

A partir do final dos anos 1960, o artista começa a expor com consistência no exterior. Depois da exposição na Whitechapel, em Londres, o artista expõe em Edimburgo (Escócia) e na coletiva “Six latin american countries”, The Lively Midland Group Gallery, também na capital britânica.

Em 1970, viaja para Nova York onde expõe os Ninhos na exposição "Information", com curadoria de Kynaston McShine, no Museum of Modern Art.

Morre, em 1980, no Rio de Janeiro, vítima de um acidente vascular cerebral.

Sobre a Fundação Edson Queiroz – Como poucas instituições no Brasil fora do eixo Rio-São Paulo, a Fundação Edson Queiroz construiu um amplo acervo de arte brasileira, sobretudo do século 20, com obras de artistas do porte de Lygia Clark, Di Cavalcanti, Lasar Segall, Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi, entre outros. A articulação entre a educação superior e as artes faz parte da essência da Fundação Edson Queiroz, mantenedora da Universidade de Fortaleza (Unifor), onde a comunidade acadêmica convive em harmonia com as artes visuais, o teatro, a música e a dança, por meio da realização de exposições e espetáculos e do apoio permanente a seus grupos de arte – Big Band, Camerata, Cia. de Dança, Coral, Grupo Mirante de Teatro, Orquestra Infantil de Sanfonas, Grupo Infantil de Flautas, Grupo Infantil de Violinos e Grupo Infantil de Piano. A Fundação mantém ainda a Biblioteca de Acervos Especiais, composta por livros raros adquiridos da coleção de Francisco Matarazzo Sobrinho, aberta à visitação pública sob agendamento.

Sobre o Espaço Cultural Airton Queiroz

Criado em 1988 e ampliado em 2004, o Espaço Cultural Airton Queiroz apresenta estrutura compatível à dos grandes salões de arte do mundo. O espaço, localizado no prédio da Reitoria da Universidade, já recebeu nomes de importância da arte internacional, como Rembrandt, Rubens e Miró, artistas brasileiros consagrados, como Antonio Bandeira, Candido Portinari, Beatriz Milhazes e Adriana Varejão, e novos talentos da arte cearense e nordestina. O ambiente reflete a figura do chanceler Airton Queiroz, presidente da Fundação Edson Queiroz, que parte da compreensão da capacidade que a arte detém de ampliar conhecimentos em todas as áreas do conhecimento. Por meio do Projeto Arte-Educação, estudantes de escolas públicas e particulares são guiados por monitores especialmente treinados, reforçando o caráter educativo da visitação.

Sobre a Base7

Provedora de ideias e soluções para empreendimentos culturais, atua de forma integrada e multidisciplinar na concepção, planejamento, produção e coordenação de projetos, produtos e eventos, além de fornecer consultoria especializada a organizações e empresas no Brasil e no exterior. É reconhecida pela especialidade em geração de conteúdo, aplicação de tecnologia e know-how em gestão na área cultural, contando com a experiência de mais de 30 anos de seu corpo diretivo no desenvolvimento de projetos socioculturais aliado ao fortalecimento de valores e imagem de empresas e instituições públicas ou privadas. A Base7 conta com uma equipe multidisciplinar composta por profissionais das áreas de pesquisa, produção cultural, comunicação, artes plásticas, design, administração, tecnologia, museologia, arquitetura, história e literatura.

Hélio Oiticica – Estrutura Corpo Cor

De 26 de janeiro a 1º de maio de 2016

26 de janeiro, 19h – abertura para convidados

27 de janeiro, 9h – palestra com os curadores Celso Favaretto e Paula Braga, no auditório da Biblioteca Unifor

 

Fonte: divulgação por e-mail

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em /01/2016 - 24 visitas até 14:16h)

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