BRASIL, Brasília - A obra "Mina de Ferro", da artista brasileira Djanira, foi cedida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), para participar da exposição ‘Mario Pedrosa: De la natureza afetiva e la forma', no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, em Madri, na Espanha, entre os dias 12 e 16 de outubro.

A obra é parte do acervo do Museu Nacional de Belas Artes, instituição pertencente ao Ibram, autarquia vinculada ao Ministério da Cultura responsável pela Política Nacional de Museus (PNM) e pela melhoria dos serviços do setor.

Obra "Mina de Ferro" pertence ao acervo do Museu Nacional de Belas Artes, instituição pertencente ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura (Foto: Reprodução)

A exposição traz um panorama, na linha do tempo (de 1930 a 1980), das críticas feitas por um dos maiores intelectuais brasileiros do século 20, jornalista e incentivador de movimentos artísticos, Mário Pedrosa, a obras e estilos de 42 artistas mundiais. Nessa exposição, 230 obras estão expostas. Nenhuma delas foi produzida ou idealizada por Pedrosa. A curadoria é de Michelle Sommer e Gabriel Pérez-Barreiro (curador da próxima Bienal de São Paulo).

Uma das sessões da mostra destaca pintores que o crítico considerou vanguardistas. Entre eles, estão José Pancetti com suas paisagens litorâneas; Ismael Nery e suas experimentações surrealistas e sensuais; Alfredo Volpi e as bandeirinhas e casarios geométricos; e Djanira, com seus retratos da diversidade cultural brasileira.

Quem foi Djanira
Djanira da Motta e Silva (1914-1979) foi pintora, desenhista, cartazista e gravadora do modernismo brasileiro. Com 23 anos de idade, por causa de uma tuberculose que a deixou internada no sanatório de São José dos Campos (SP), a artista começa a desenhar. A princípio, suas obras retratavam religiosidade e paisagens brasileiras. Mais tarde, ela se interessaria por temas como trabalho no campo, vida simples, o cotidiano de trabalhadores, as festas de rua, as paisagens, os amigos e parentes. A arte de Djanira não deixava de conter elementos do modernismo.

Entre as obras mais famosas da artista estão o "Painel de Santa Bárbara", de 1958 (acervo do Museu Nacional de Belas Artes MNBA – RJ), "A Festa do Divino em Parati", de 1962 (acervo do Palácio dos Bandeirantes), "O circo", de 1944 (acervo da Funarte), e "A Senhora Sant'Ana de Pé" (acervo do Museu de Arte Moderna do Vaticano), entre outras.

Fonte: MinC

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