DISTRITO FEDERAL, Brasília - Dezenove livros digitais da Coleção Dimensões mostram a situação atual da Economia Criativa em Goiás. O levantamento foi realizado pelo Observatório de Economia Criativa (OBEC) do Estado, que opera por meio de parceria entre o Ministério da Cultura (MinC) e a Universidade Federal de Goiás (UFG).

  Na segunda-feira (25), um seminário no Media Lab da UFG, no Campus Samambaia, às 19h30, apresentará os resultados do trabalho na área de Arte Digital.

Cada livro reúne números referentes ao mercado formal de empresas e da mão de obra do segmento de Economia da Criativa. Além de Arte Digital, as obras destacam informações sobre Moda, Arquitetura, Patrimônio Material, Patrimônio Imaterial, Circo, Dança, Música e outras expressões. Chamado de Bitbooks, o aplicativo para leitura da coleção está disponível para download na Google Store e pode ser executado em smartphones android.

O lançamento da Coleção Dimensões ocorreu no dia 4 de julho. No próximo seminário, junto às estatísticas serão apresentados conceitos, peculiaridades da cadeia produtiva, políticas públicas disponíveis, casos de sucesso e ainda ocorrerá uma mesa redonda sobre o tema.  No Brasil, o modelo de Economia Criativa adotado pelo MinC reúne cinco grupos dos quais fazem parte os 19 setores abordados nas publicações do OBEC de Goiás.

Segundo o coordenador do Observatório e do Media Lab da UFG, o professor doutor Cleomar Rocha, os livros podem contribuir para planejamentos e investimentos de caráter social, cultural e ambiental. "Estes resultados vão nos ajudar na identificação de elos frágeis das cadeias produtivas. Os conteúdos apurados permitem que possamos estabelecer parcerias em políticas públicas para tornar a Economia Criativa mais dinâmica, gerando emprego e renda com mais agilidade, em uma perspectiva cultural", destaca Rocha.

Entre os dados apontados na coleção, está o de que existem 38 palhaços, acrobatas e afins em Goiás. Os estudos também mostram que há 46 apresentadores de espetáculos, eventos e programas. Também se verifica a presença de 113 empresas de artes cênicas, espetáculos e atividades complementares, que dão emprego a 553 pessoas. Na área de Museus, atuam quatro empreendimentos, gerando postos de trabalho para 36 profissionais especializados em exploração, restauração artística e conservação de lugares e prédios históricos.

O setor de Arte Digital, que terá destaque nesta segunda-feira, reúne 119 empresas de Desenvolvimento de Programas de Computador sob Encomenda, com 957 pessoas empregadas pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ainda neste segmento, aparecem 67 negócios de Desenvolvimento e Licenciamento de Programas de Computador Customizáveis, com 466 funcionários.

Experiência compartilhada
Segundo o coordenador do OBEC, representantes do governo de Mato Grosso e também da Colômbia mantêm contato com a UFG, com a intenção de aprender com a experiência de Goiás. Cleomar Rocha ressalta que neste primeiro momento o projeto teve caráter mais quantitativo. Ele adianta como próximo passo a busca de informações qualitativas, com uma interpretação mais apurada dos dados levantados.

Os Observatórios de Economia Criativa são uma parceria entre o Ministério da Cultura e universidades federais. Além de Goiás, já existem no Amazonas, Bahia, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. O programa tem como objetivo permitir a centralização e acesso a dados sobre a área junto com o impacto na dinâmica social e econômica do país. Os OBECs também pretendem estimular o debate em rede de pesquisadores, especialistas, representantes do governo e do setor cultural.

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Fonte: MinC

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