SÃO PAULO, São Paulo - Até o dia 2 de março, a Pinacoteca de São Paulo apresenta a instalação interativa Jorge Pardo: Flamboyant, composta por 14 peças e que ocupa o Octógono do prédio.


Foto: Isabella Matheus/Direitos reservados

A obra foi elaborada especialmente para o espaço. A exposição tem curadoria de Jochen Volz, diretor-geral do museu. A ideia é convidar o público a experimentar um momento de fruição e de contemplação.

“A instalação proposta por Jorge Pardo transforma o Octógono numa sala de convivência, em que objetos que o público reconhece imediatamente – como cadeiras de balanço, um tapete e luminárias – configuram uma instalação artística. Existe uma fricção entre a aparência de um espaço doméstico situado no centro de um edifício público. E apesar de ser uma instalação artística, tudo está ali para ser usado pelo público, que não é impedido de pisar no tapete ou de sentar nas cadeiras, o que seria procedimento normal dentro de um museu”, disse Valéria Piccoli, curadora-chefe da Pinacoteca.

O artista cubano é considerado um dos mais importantes da atualidade e vem utilizando as linguagens do desenho e da escultura para explorar os limites entre arte, design e espaços de convivência. “Jorge Pardo é um artista de origem cubana que vive atualmente no México. Seu trabalho engloba diversas técnicas, mas orbita principalmente no campo da escultura. Com suas obras, ele coloca em questão a própria noção do que seja um objeto artístico, provocando o espectador a buscar definições e limites entre o que é arte e o que é design”, falou a curadora-chefe.

No Octógono da Pinacoteca, o artista desenvolveu uma espécie de “espaço de estar”, composto por um tapete redondo listrado de amarelo, cobre e laranja, além de treze luminárias e de sete cadeiras de balanço. As luminárias foram concebidas digitalmente e são formadas por pedaços de plástico reciclado, de aço e de alumínio, cortadas a laser e finalizadas à mão.

Além de interativa, a obra dialoga com a história do prédio onde hoje está instalada a Pinacoteca que, até 1911, sediou o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. “A obra faz uma referência explícita à origem da Pinacoteca como uma galeria de pinturas dentro do Liceu de Artes e Ofícios. As fotos antigas do museu mostram como o mobiliário produzido no Liceu era mostrado nos corredores do edifício. Ele propõe um diálogo com a própria história da instituição”, disse Valéria.

Aos sábados, a entrada na Pinacoteca é gratuita para todos. Mais informações podem ser consultadas no site do museu https://pinacoteca.org.br/

Fonte: Agência Brasil - Elaine Patricia Cruz

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