DISTRITO FEDERAL, Brasília - O Centro Cultural Paço Imperial, no Rio de Janeiro (RJ) foi o palco da cerimônia de premiação da 32ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade.


Vencedores Categoria 1 (Foto: Oscal Liberal/Iphan)

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) entregou os troféus aos oito vencedores deste ano, representantes dos estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Bahia. A premiação é em reconhecimento ao mérito de suas ações de preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro. Além deles, cinco iniciativas também receberam certificado de menção honrosa.

Durante a cerimônia, a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, destacou a abrangência nacional das ações e elogiou a qualidade técnica das iniciativas. “A preservação do Patrimônio tem fundamento na legislação brasileira, mas só se efetiva quando a sociedade está envolvida. Por isso, precisamos fortalecer estas iniciativas. Os projetos deste ano fizeram por merecer e são de uma beleza encantadora”, afirmou. O presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Dante Mantovani, também esteve presente na cerimônia.

Para os vencedores, o momento foi de emoção e sensação de dever cumprido. Neusa Roveda, psicopedagoga responsável pelo projeto Tecendo memórias, contos e cantos – Registro das histórias de tradição oral dos imigrantes italianos no Rio Grande do Sul, conta que o prêmio foi um divisor de águas em sua vida. “Essa premiação nos revigora, dá ânimo e forças para seguir com os trabalhos. É um reconhecimento que abre portas”, elogiou.

Ana Cláudia Fonseca, responsável pelo projeto Pinte seu Patrimônio e Secretária Executiva de Patrimônio da Prefeitura de Olinda (PE), diz que o prêmio é uma vitória para toda a cidade. “É uma honra ter este reconhecimento, inclusive como forma de difundir o projeto e o patrimônio local. Espero que sirva de exemplo para outras cidades”. Ela afirma que os R$ 30 mil recebidos serão investidos na compra de insumos para a continuidade do projeto.

Também receberam a premiação os projetos: Rolé Carioca (RJ), Feira Nacional de Negócios do Artesanato – Fenearte (PE), Milonga – repensando critérios de tombamento de terreiros (BA), Mina Du Veloso (MG), Feira de Trocas de Sementes e Mudas Tradicionais das Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira (SP) e Inventário Participativo dos Engenhos de Farinha do Litoral Catarinense (SC).

Premiados participam de tour cultural pelo centro do Rio de Janeiro
Os vencedores tiveram, também, uma experiência cultural no centro do Rio de Janeiro. Os responsáveis pelo projeto Rolé Carioca conduziram o grupo em um roteiro que saiu do antigo Edifício Docas de Santos, atual sede da Iphan-RJ, e seguiu por pontos como a Igreja de Nossa Senhora da Candelária, o Theatro Municipal e a Biblioteca Nacional.

Iniciado em 2013, o projeto mapeia rotas com pontos culturais marcantes a fim de promover a conscientização sobre potencialidades e deficiências do aproveitamento da cidade. Em vez de se limitar ao eixo Centro-Zona Sul, os percursos extrapolam os destinos óbvios e alcançam localidades como Bangu, Santa Cruz e Marechal Hermes.


Vencedores Categoria 2 (Foto: Oscal Liberal/Iphan)

32ª Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco Andrade
O Prêmio Rodrigo, promovido pelo Iphan, é o maior na área de Patrimônio Cultural de todo o Brasil e teve, este ano, 323 projetos inscritos em todo o país. Deles, 99 ações passaram para a última etapa, quando os oito grandes vencedores – divididos em duas grandes categorias – foram selecionados pela Comissão Nacional de Avaliação.

Ao longo de todo esse ano, o Iphan elencou a Região Sul como foco de seus trabalhos e discussões, realizando uma série de ações que destacam os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O Prêmio Rodrigo foi parte dessa reflexão, ao promover como temática uma homenagem aos Povos Formadores do Patrimônio Cultural do Sul do Brasil. A ideia era aproximar, valorizar e promover a riqueza cultural dessa região, destacando a importância dos diferentes povos que contribuíram para sua formação. Além disso, trouxe também a aproximação com o Turismo Cultural, engajando a população a conhecer e se reconhecer nesses territórios, por meio de uma abordagem sustentável e cidadã.

Fonte: Iphan

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