DISTRITO FEDERAL, Brasília - A 13ª edição do Festival Internacional de Harpa do Rio de Janeiro (RioHarpFestival) começa nesta terça-feira, dia 1º de maio.

A harpista canadense Kristan Toczko é um dos artistas que se apresentarão no RioHarpFestival (Foto: Divulgação)

Com apoio do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Lei Rouanet, o evento vai levar mais de 100 concertos gratuitos a diversos pontos da capital fluminense até 3 de junho. Vão participar 32 harpistas de 20 países, entre eles Brasil, Itália, Portugal, Bélgica, África do Sul, Japão, Peru, Colômbia, Argentina, Paraguai, Áustria, Espanha e Estados Unidos, entre outros.

A iniciativa integra o projeto Música no Museu, que há 13 anos dedica o mês de maio à harpa. A abertura será realizada no CCBB (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro), com o quinteto francês Les Alizes e o harpista argentino Athy. Já o encerramento, em 3 de junho, será no Forte de Copacabana, com apresentações do harpista belga Jacques Vandevelde e da Orquestra de Pandeiros, que estará acompanhado da harpista canadense Kristan Toczko.

"O RioHarpFestival transforma o Rio de Janeiro na capital mundial da harpa, com apresentações que variam desde a música antiga, do clássico ao rock, passando pelo étnico, jazz, heavy metal e também por ritmos brasileiros, latino-americanos e europeus. Serão todos os tipos de harpas, desde a clássica, tocada em orquestras, às regionais", destaca o diretor e criador do festival, Sergio da Costa e Silva.

Uma das principais atrações do festival será a apresentação, em 1º de junho, no AquaRio, da Camerata Uerê, da Comunidade da Maré. "Nesta edição, trouxemos orquestras de comunidades cariocas e de projetos sociais de resgate da cidadania por meio da música. Mesclamos, por exemplo, orquestras de violoncelos de comunidades pacificadas com grandes harpistas internacionais", informa Costa e Silva. "Para esses meninos, é uma oportunidade ímpar para a sua formação musical e, para os harpistas, acostumados a se apresentar com as maiores orquestras mundiais, uma novidade e a possibilidade de conhecer todo o potencial desses jovens", destaca.

De sonoridade delicada, a harpa – junto com a flauta – é um dos instrumentos mais antigos de que se tem registro. Acredita-se ter se originado dos arcos de caça que faziam barulho ao roçar em cordas. De grande proporção, é sempre triangular e constituída pela caixa de ressonância, coluna, "pescoço", cordas e, por vezes, pedais ou levers (chaves/alavancas de semitom).

Fonte: MinC

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