MINAS GERAIS, Belo Horizonte - De 5 a 9 de março, a UFMG recebe a exposição itinerante 'Sentimentos da terra', que percorre o país em um caminhão museu carregado de histórias do campo e de sua gente.

O ambiente promove debates e resgata personagens e acontecimentos muitas vezes esquecidos, além de fornecer repertórios em várias áreas do conhecimento, como história, geografia e literatura.

O conteúdo do projeto conjuga rigor acadêmico, linguagens acessíveis e ferramentas pedagógicas atrativas. Utilizando fontes históricas variadas, como o cinema, a canção, a fotografia e a literatura, o caminhão é capaz de mobilizar públicos de idades e formações variadas.

Entre seus ambientes e atividades, estão duas salas de cinema, cada uma com capacidade média de 15 pessoas e projeção em blu-ray; o Espaço da Imaginação, com seis computadores conectados à internet, mesa de leitura e mais de 500 livros sobre arte, fotografia, geografia, história, costumes e tradições; tela interativa com seleção de reportagens atuais sobre o interior do Brasil; a Galeria Grandes Personagens, com o perfil de oito figuras-ícone da história do campo brasileiro.

Na estrada desde 2013, museu itinerante já recebeu cerca de 50 mil visitantes (Foto: divulgação)

No museu itinerante, há também contadores de histórias, tenda e cenários com roupas temáticas de época, que possibilitam aos visitantes tirar fotos vestidos como personagens da história brasileira, e karaokê com canções de temática rural.

O projeto é resultado da pesquisa realizada por equipe de pesquisadores da UFMG, com curadoria do Projeto República, coordenado pela professora Heloísa Starling, do Departamento de História da Fafich. O projeto visual, a museografia e a realização dos vídeos de animação foram coordenados pelo artista gaúcho Gringo Cardia.

A exposição itinerante tem entrada gratuita e pode ser visitada de manhã e à tarde, em frente ao gramado da Reitoria.

Na estrada
Desde março de 2013, o caminhão museu já percorreu 16 cidades brasileiras: Belo Horizonte, Jequitibá, Pouso Alegre, Poços de Caldas, Chapada Gaúcha, Caxambu e Diamantina (Minas Gerais); Limeira, Araçoiaba da Serra e São Paulo (São Paulo); Rio de Janeiro (Rio de Janeiro); Salvador (Bahia); Goiânia (Goiás); Brasília (Distrito Federal); Mossoró (Rio Grande do Norte); Marabá (Pará). Nesses cinco anos, cerca de 48 mil pessoas acompanharam as atividades do museu.

Recentemente, o projeto conquistou o terceiro lugar na Categoria I do Prêmio Ibero-americano de Educação e Museus, que reconhece práticas de ação educativa em museus e instituições afins.

Fonte: UFMG

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