BRASIL, Brasília - Os países integrantes do Mercosul decidiram trabalhar a cultura como indutora de desenvolvimento econômico. Esta foi uma das decisões da XLIII Reunião de Ministros da Cultura do bloco, realizada na última sexta-feira (8) em Assunção, no Paraguai.

O encontro contou com representantes do país-sede, do Brasil, da Argentina, do Uruguai, da Colômbia, do Equador e da Bolívia.


Reunião de Ministros da Cultura do Mercosul contou com representantes do Paraguai, do Brasil, da Argentina, do Uruguai, da Colômbia, do Equador e da Bolívia
(Foto: Divulgação)

Outra decisão da Reunião de Ministros da Cultura foi a necessidade de articular com outras instâncias do Mercosul a inclusão, em suas agendas, do impacto das novas tecnologias nos diversos meios de criação, produção, difusão, distribuição e fruição das experiências culturais.

"A reunião de ministros evidenciou que o processo de aproximação do setor cultural com outras instâncias do Mercosul deve ser aprofundado, a exemplo do que já acontece com as áreas de patrimônio cultural e turismo", destacou o coordenador-geral de Cooperação e Relações Internacionais do Ministério da Cultura (MinC), Eduardo Pareja Coelho, que representou o ministro Sérgio Sá Leitão no evento.

Os representantes dos países também decidiram atualizar o Protocolo de Integração Cultural do Mercosul, assinado em Fortaleza (CE) em 1996. A intenção é levar em conta mudanças diversas (tecnológicas, sociais, entre outras) que vêm impactando o processo da integração. "Há uma compreensão dos países quanto aos desafios e oportunidades que o ambiente digital proporciona para o setor cultural, em especial o acesso e a difusão de expressões culturais", afirmou Pareja.

Durante o encontro, também foram apontados desafios a serem enfrentados por todos os países do bloco, como direitos autorais, marcos regulatórios e pirataria digital.

Em preparação à Reunião de Ministros da Cultura, foi realizada nos dias 6 e 7 de junho, também em Assunção, a XLVI Reunião do Comitê Coordenador Regional do Mercosul Cultural, que analisou os trabalhos realizados pelas comissões de Patrimônio Cultural, de Economia Criativa e Indústrias Culturais, de Artes e de Diversidade Cultural e pelo Fórum do Sistema de Informação Cultural.

Atuação prioritária
O Mercosul é bloco regional de atuação prioritária do MinC no contexto internacional, em razão da prioridade conferida pela política externa brasileira a esse foro multilateral, da forte identidade cultural entre os países, das relações culturais fronteiriças e da identificação de áreas culturais de interesse comum para o estabelecimento de projetos de cooperação e intercâmbio na região.

O bloco trabalha de forma ampliada, com cinco Estados-Membros – Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela (atualmente suspensa) e sete Estados associados – Chile, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname. As reuniões do Mercosul Cultural são realizadas a cada seis meses e são coordenadas pelo país que estiver no exercício da presidência pro tempore do Mercosul – neste semestre é o Paraguai.

O Mercosul Cultural tem atuado em prol da preservação do patrimônio histórico e cultural que os países do bloco têm em comum. Desde 2013, seis bens já foram declarados patrimônio cultural do Mercosul: a Ponte Internacional Barão de Mauá, que liga a cidade de Jaguarão (RS), no Brasil, e Rio Branco, no Uruguai; a pajada, forma de poesia improvisada vigente na Argentina, no Uruguai, no sul do Brasil e no Chile; o Itinerário das Missões Jesuíticas Guarani, Moxos e Chiquitos; o Edifício-sede do Mercosul, em Montevidéu; o chamamé, estilo musical tradicional da província de Corrientes, na Argentina; a Serra da Barriga – Parte Mais Alcantilada, em Alagoas, onde se situava o Quilombo dos Palmares; e a cimarronaje cultural, patrimônio cultural imaterial do povo afrodescendente do Equador.

Fonte: MinC

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