BRASIL, Brasília - Assunção, no Paraguai, sedia, de 5 a 9 de junho, a XLVI Reunião do Comitê Coordenador Regional do Mercosul Cultural e a XLIII Reunião de Ministros da Cultura do Mercosul.

O Ministério da Cultura (MinC) será representado pela chefe de Gabinete do ministro Sérgio Sá Leitão, Cláudia Pedrozo, e pelo coordenador-geral de Cooperação e Relações Internacionais, Eduardo Pareja Coelho. No evento, serão debatidos diversos temas da área cultural, com foco no aprofundamento do processo de integração regional e ênfase na promoção da cidadania e do respeito aos direitos humanos.

Entre as pautas a serem discutidas durante o evento estão a promoção da economia da cultura e o estímulo ao desenvolvimento sustentável; a universalização dos direitos de produção, difusão e acesso às artes e à cultura; o fortalecimento das instituições e das políticas públicas de cultura nos países da região e na estrutura do Mercosul; a promoção e a proteção da diversidade cultural regional e de suas expressões; e o reconhecimento, a proteção, a promoção e a valorização da memória, dos museus e do patrimônio cultural material e imaterial, entre outros.

"A parceria com outros países da América do Sul é fundamental para ampliarmos a circulação de bens e serviços culturais da região, não apenas dentro dos países, mas também fora, de forma globalizada, rentabilizando e monetizando nossos ativos culturais, que são riquíssimos", afirma o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. "No Brasil, por exemplo, as atividades criativas representam 2,64% do Produto Interno Brasileiro, o que as colocam entre as 10 mais importantes atividades econômicas, à frente de setores tradicionais, como eletrônicos, têxtil e farmacêutico", destaca.

O Mercosul é bloco regional de atuação prioritária do MinC no contexto internacional, em razão da prioridade conferida pela política externa brasileira a esse foro multilateral, da forte identidade cultural entre os países, das relações culturais fronteiriças e da identificação de áreas culturais de interesse comum para o estabelecimento de projetos de cooperação e intercâmbio na região.

O bloco trabalha de forma ampliada, com cinco Estados-Membros – Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela (atualmente suspensa) – e sete Estados associados – Chile, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname. As reuniões do Mercosul Cultural são realizadas a cada seis meses e são coordenadas pelo país que estiver no exercício da presidência pro tempore do Mercosul – neste semestre é o Paraguai.

Patrimônio Cultural
O Mercosul Cultural tem atuado em prol da preservação do patrimônio histórico e cultural que os países do bloco têm em comum. Desde 2013, seis bens já foram declarados patrimônio cultural do Mercosul: a Ponte Internacional Barão de Mauá, que liga a cidade de Jaguarão (RS), no Brasil, e Rio Branco, no Uruguai; a pajada, forma de poesia improvisada vigente na Argentina, no Uruguai, no sul do Brasil e no Chile; o Itinerário das Missões Jesuíticas Guarani, Moxos e Chiquitos; o Edifício-sede do Mercosul, em Montevidéu; o chamamé, estilo musical tradicional da província de Corrientes, na Argentina; a Serra da Barriga – Parte Mais Alcantilada, em Alagoas, onde se situava o Quilombo dos Palmares; e a cimarronaje cultural, patrimônio cultural imaterial do povo afrodescendente do Equador.

A última reunião de ministros da Cultura do Mercosul foi realizada em 1º de dezembro de 2017, no Rio de Janeiro, durante a presidência pro tempore brasileira. Durante o encontro, houve o lançamento do Mapa de Residências Artísticas do Mercosul, plataforma colaborativa, pública e gratuita com acesso a informações sobre oportunidades de mobilidade e residências artísticas em toda a América do Sul, e foi aprovado o Plano Estratégico de Integração Cultural do bloco para 2018 e 2019.

Fonte: MinC

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