FRANÇA, Paris - Uma réplica da Vênus de Milo, a deusa grega sem braços, recebeu duas próteses feitas com impressoras 3D como parte de uma campanha realizada pela Handicap International, nesta terça-feira (6), na capital francesa.

Foto: Christophe Achambault/AFP

A campanha - na estação de metrô do Museu do Louvre, onde está a Vênus original - busca "alertar o público em geral" sobre a situação dos cerca de 100 milhões de pessoas no mundo que precisam de aparelhos ortopédicos.

Outras estátuas em parques de Paris também serão equipadas com próteses, como parte da campanha #bodycantwait (o corpo não pode esperar), lançada em 2015.

"Apesar do grande número de pessoas que precisam de aparelhos ortopédicos, o público em geral desconhece essa problemática", explicou à AFP o diretor da Handicap International na França, Xavier du Crest.

Ao todo, 19 pessoas receberam prótese 3D no Togo, na Síria e em Madagascar, durante a primeira fase da campanha.

"Hoje, queremos ir além e oferecer próteses para mais pessoas em outros países", completou Crest, que disse que 100 amputados receberão próteses na Índia.

Optar por próteses 3D em vez de usar próteses comuns é uma decisão que a organização assume, apesar do valor mais alto.

"Antes da impressão em 3D, você tinha que fazer um molde em gesso, ajustar quatro, ou cinco vezes, colocar uma resina, o que exigia profissionais e uma equipe considerável", comenta.

"Agora, um pequeno scanner (do tamanho de um telefone) pode tirar as medidas, que depois são enviadas para um software de modelagem e para a impressora 3D. Poupa tempo e é mais eficaz, especialmente, quando estamos em uma zona de conflito como na Síria", justifica.

Fonte: AFP

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