edição brasileira, 

ISSN 1981-6332

Revista MUSEU - cultura levada a sério O portal definitivo que mostra os bastidores
dos museus, a criatividade dos profissionais
da área e seus projetos inovadores,
divulgando a cultura no Brasil e no mundo.
   cultura levada a sério  
Busca no site
Em Foco
Artigos
Notícias
O Escriba
Glossário
Galeria
Na Estrada
Vitrine
Canal RM
Publicações
Loja RM
RM Imports
Projetos
Agenda
Endereços
Legislação
Links
Em Contato
Cadastre-se
Nossa Equipe
Parcerias
Patrocínio
Publicidade
Brindes
Expediente

O seu apoio é muito importante para nós !
Clique aqui e faça do Revista Museu sua Home Page Inicial !!
. < N o t í c i a s - / 2 0 06 > .  
.
Confira abaixo o que virou notícia na imprensa do país e do exterior:
 
 
. . . < /5/2006 > .
< NACIONAIS >
> 31 / 05 /2006 - ANCINE coloca Sistema de Controle de Exibição na web
> 31 / 05 /2006 - Autoridades anunciam tombamento do samba no Sesc Rio
> 31 / 05 /2006 - Museu do Índio inaugura expo fotográfica nesta sexta
> 31 / 05 /2006 - Professor tem reajuste e reestruturação da carreira
> 31 / 05 /2006 - USP realiza 1º Curso de Especialização em Arte-Educação
> 31 / 05 /2006 - Museu guarda acervo bélico e histórias do Cerco da Lapa
> 31 / 05 /2006 - Fundação Casa de Rui Barbosa inaugura nova livraria
> 31 / 05 /2006 - MMA lança rede brasileira de fundos socioambientais
> 31 / 05 /2006 - Edusp organiza I Feira de Artes, Design e Arquitetura na FAU
> 31 / 05 /2006 - SESC abre seminário sobre Patrimônio Cultural
Mais Notícias Nacionais


< INTERNACIONAIS >
> 31 / 05 /2006 - Reinwardt abre inscrições para Mestrado em Museologia  Versão Espanhol
> 30 / 05 /2006 - Ministro lança a Copa da Cultura na Alemanha  Versão Espanhol
> 30 / 05 /2006 - Unesco oferece ajuda à Indonésia  Versão Espanhol
> 29 / 05 /2006 - Gil inaugura ponto de Cultura Brasil-Catalunha   Versão Espanhol
> 28 / 05 /2006 - Importante centro turístico danificado   Versão Espanhol
 
  Mais Notícias Internacionais  
25 / 05 /2006 - O Código Aleijadinho é lançado no Brasil  Versão Espanhol

RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Apesar da intensa chuva desta última terça-feira (23/05), Ipanema enveredou mais uma vez rumo às intrigantes rotas da leitura, com o lançamento do mais recente título do mercado editorial: “O Código Aleijadinho”.
 
O autor Leandro Müller deu uma entrevista exclusiva ao site Revista Museu sobre a trajetória de elaboração do seu primeiro livro, cuja idéia embrionária o levou a desenrolar uma intrigada trama, envolvendo a morte de um especialista em arte barroca. Para a elaboração de sua obra, o autor passou alguns meses realizando uma intensa pesquisa de campo, em tempo real, através das cidades históricas de Minas Gerais, no intuito de possibilitar ao leitor uma emocionante viagem ao Brasil do século XVIII.
 

O embrião desta trama partiu de uma idéia de três livreiros, na realidade, de três amigos que sempre se encontravam no Bar 20, em Ipanema, até que um dia, um deles resolveu levar a sério aquela conversa e jogar os holofotes num thriller ambientado num dos cenários mais ricos do Brasil: as cidades históricas de Ouro Preto, Tiradentes, Mariana, Congonhas, além do Rio de Janeiro e outros locais.

O morto era diretor do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN), e seu corpo foi encontrado no interior da famosa Igreja da Sé de Mariana, em Minas Gerais. Pouco antes, ele havia telefonado para um amigo dizendo ter feito uma descoberta que iria “revolucionar o mundo da arte”. (trecho da sinopse)

A Editora Garamond divulga maiores detalhes sobre o seu mais novo livro da série Editora Espaço e Tempo:
 
O Código Aleijadinho
(...) Gradualmente, vemos o grande artista Antônio Francisco Lisboa (o Aleijadinho) e seus doze magníficos profetas de pedra surgirem no centro de uma espantosa conspiração para encobrir um segredo protegido com todo zelo, e por vezes com métodos mortíferos, pela primeira sociedade secreta de que se tem notícia. Um segredo verdadeiramente assombroso que estava perdido há mais de duzentos anos, cuja chave é um código oculto nas obras de arte do barroco mineiro.

Fruto de intensa pesquisa de campo e quase um ano de estudo, O Código Aleijadinho mescla com perfeição uma história de suspense e ocultismo com informações reais sobre arte, arquitetura, religião, a Inconfidência Mineira – e própria descoberta do Brasil. Um livro eletrizante que prende o leitor do início ao fim.

 

Leandro Müller no dia do
lançamento do livro,
na Livraria da Travessa
Sobre o autor

Leandro Müller nasceu em 1978, na cidade de Juiz de Fora, MG, e cresceu em Volta Redonda, RJ. Estudou na Escola de Comunicação da UFRJ, onde se formou em Jornalismo e em Publicidade e Propaganda. Desde 2000 se dedica à atividade editorial e já trabalhou em todas as áreas do setor. Atualmente cursa sua terceira faculdade, estudando Filosofia na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

 
Confira a entrevista com Leandro Müller:
 
RM: Onde você nasceu e qual é a sua área de formação?
Leandro:
Eu sou mineiro, nascido em Juiz de Fora, mas eu vim para o Rio de Janeiro há 8 anos, após morar em Volta Redonda (RJ). No Rio, eu me formei em Jornalismo e em Publicidade e Propaganda pela UFRJ.
 
RM: Como foi desenvolvida a idéia do livro?
Leandro:
O livro surgiu a partir de uma idéia em conjunto, de três amigos: eu, o historiador Silvio Siffert e o advogado Roberto Pedretti, este último responsável inclusive pelo título “O Código Aleijadinho”. A contribuição deles seguiu até a parte da pesquisa, já que na época eles não podiam seguir com o desenvolvimento do livro.
 
RM: Qual foi a rota percorrida para a constituição da narrativa?
Leandro:
Quando o Silvio e o Roberto abandonaram o projeto, eu mudei a concepção da idéia, pedi demissão do emprego e resolvi investir todo o meu dinheiro para poder me dedicar totalmente ao projeto do livro. A partir daí, eu passei um tempo no Rio preparando a estrutura do livro, através de pesquisas na internet e de visitas a bibliotecas e instituições. Depois, eu parti para a pesquisa de campo, passei um mês viajando, fazendo a trajetória do livro em tempo real, sobretudo para verificar se eu chegaria nos horários certos no museu, cronometrando o tempo e checando a luminosidade, já que várias cenas dependiam do entardecer. Os detalhes que eu não consegui confirmar foram cortados do livro. Um exemplo disso (que eu lamentei muito), foi a retirada da cidade de Sabará do circuito. Grande parte do livro era passada em Sabará, mas que teve que ser cortada por falta de verba. Eu resolvi manter a trajetória do livro, que sai do Rio de Janeiro, segue para Mariana, Ouro Preto, Congonhas, São João Del Rei, Tiradentes, retorna a algumas cidades e termina  na cidade de Congonhas, com o desfecho da trama.
 

Leandro autografa "O Código
Aleijadinho", em Ipanema (RJ)
RM: Em quanto tempo foi desenvolvido O Código Aleijadinho?
Leandro
: O projeto levou um ano para ser finalizado. De janeiro até maio, eu fiz quatro meses de pesquisa inicial, e, em seguida, dei início ao roteiro. Os meses de julho e agosto foram dedicados à pesquisa de campo, e, em dezembro, eu consegui acabar de escrever o livro.
 
RM: Na pesquisa de campo, que fontes você utilizou ao percorrer as cidades históricas?
Leandro:
Eu olhei algumas coisas, mas eu utilizei bastante fontes orais, aproveitando o relato de historiadores, pesquisadores de bibliotecas, padres e responsáveis pelas instituições.
 
RM: Como foi essa busca pela publicação do livro nas editoras?
Leandro:
A princípio, eu procurei grandes editoras, como a Ediouro, a Sextante, a Record, mas nenhuma delas me respondeu a tempo. Eu imagino que por serem empresas de grande porte e pelo volume de propostas, o processo de seleção deles seja mais lento. Nessa época, o Ari, da Editora Garamond, estava precisando de um livro de potencial (best seller) para realizar o relançamento do selo “Espaço e Tempo”. Acabei sendo apresentado a ele por um amigo comum e, após ler o livro, ele quis publicar a obra. Tudo deu certo após um mês e meio de intenso trabalho.
 

O autor em entrevista
exclusiva ao RM 
(maio/ 2006)
RM: Existe alguma intenção em transformar O Código Aleijadinho em roteiro turístico?
Leandro:
A intenção não foi minha, mas o pessoal de turismo de Minas Gerais fez uma proposta para desenvolvimento de um roteiro específico dos personagens. Como eu tenho o roteiro pronto, será feito um tour especial do livro, para ser apresentado para as empresas nacionais de turismo e até para empresas internacionais que fazem pacotes para o Brasil. Eu acho importante pegar esse percurso para auxiliar na divulgação da nossa história.
 
RM: Com relação à transformação do livro em filme, você já recebeu alguma proposta?
Leandro:
Eu já recebi uma proposta para realização do filme de uma das maiores produtoras do Brasil e o projeto já se encontra em fase de negociação, com o lançamento previsto provavelmente para 2007.
 
Acompanhe os breves depoimentos dos livreiros Silvio Sampaio Siffert e Roberto Pedretti Machado, dados no dia do lançamento da obra:
 


Os amigos Roberto, Leandro
e Silvio (da esq. p/ direita)
  se reencontram no dia do lançamento
do livro "O Código Aleijadinho"

RM: Como vocês se conheceram e chegaram à idéia do livro?
Silvio:
Bem, eu sou de Teresópolis e me formei em História pela UFRJ. Nós três éramos livreiros da Livraria daTravessa de Ipanema e nos conhecemos aqui mesmo. Toda vez que saíamos, a gente conversava bastante. Nós tínhamos muita afinidade e sempre estávamos trocando livros e idéias. A nossa leitura era muito voltada para esse material que chamamos de “underground”. Nessa época, há uns dois anos, a gente vendia muito o livro “Código da Vinci” e numa das nossas idas ao Bar 20 (aqui do lado), que é um ponto-de-encontro dos livreiros de Ipanema, nós pensamos em criar um código nacional. A partir daí, pegamos o Aleijadinho e a arte barroca e começamos a formatar o esqueleto do livro. O Leandro foi o mais empolgado dos três e resolveu embarcar para Minas. Nessa hora, eu e o Roberto tivemos que ficar, mas o Leandro largou o emprego e seguiu em viagem. Eu continuei trabalhando em livraria (hoje eu trabalho na Argumento), mas a gente sempre se comunicou por e-mail. A graça é que a brincadeira de bar entre livreiros acabou dando certo e hoje o “O Código Aleijadinho” encontra-se ao lado do “Código Da Vinci” nas prateleiras das principais livrarias.
 
RM: Qual é a sua formação e como se deu o envolvimento com relação ao Código Aleijadinho?
Roberto:
Meu nome é Roberto Pedretti Machado. Eu sou formado em Direito e, depois, me tornei livreiro “por adoção”. O contato com o Leandro se deu por várias conexões, não só da livraria como de amigos em comum. Numa das nossas conversas casuais, ao falarmos da repercussão do "Código Da Vinci", nós imaginamos como seria interessante que fosse feito algo que envolvesse mistério e obras de arte, valorizando a cultura brasileira. E aí surgiu a idéia de que o livro se baseasse na obra de um artista tão importante para o Brasil quanto Leonardo Da Vinci é para a Europa. E este artista tinha que ser o Aleijadinho. A escolha dele também era importante para demonstrar a genialidade dos nossos artistas. O resultado foi uma narrativa de ação interessante, caminhando pelos meandros da cultura nacional. Sem dúvida, o Leandro fez a parte mais difícil, que é escrever.

Fonte: Editoria RM - Janine Ojeda


Diga de 0 a 5 o que você achou da matéria.
012345
imprimir essa matéria imprimir volta ao índice índice enviar a alguém enviar volta ao topo topo
   
<Buscar Notícias>



< @ Notícia >
Clique no link acima para enviar notícias, opiniões, sugestões, e comentários.
voltar ao topoVoltar ao Topo
Revista Museu Site desenvolvido por Clube de Ideias
Copyright © 2001-2009

Conheça nossa política de privacidade.