 `Nas Quebradas` |
Chega a Belém a exposição Hélio Oiticica – Museu é o Mundo, com obras e filmes de Hélio Oiticica, um dos artistas brasileiros mais pesquisados e exibidos mundo afora. A mostra será apresentada no Museu Histórico do Estado do Pará, no Museu do Forte do Presépio, na Estação Docas, no Fórum Landi, na Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (CENTUR) e no Espaço Cultural Casa das 11 Janelas. A maior parte das obras vem do acervo de César e Cláudio Oiticica, e reúne seus famosos Metaesquemas, os desenhos do período neoconcreto, guaches, uma calça feita para a Mangueira, além de Bólides e Penetráveis. Com curadoria de Cesar Oiticica Filho, Fernando Cocchiarale e Wagner Barja, a mostra cobre todos os períodos da produção do artista. A mostra é uma itinerância da realizada em março de 2010 no Itaú Cultural, em São Paulo, em setembro, no Rio de Janeiro, e em dezembro, em Brasília.
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 `Parangolé` | |
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A exposição traz ainda raríssimos penetráveis, obras monumentais de Hélio Oiticica [1937-1980], como “Tropicália”, de 1967, e “Rijanviera”, de 1979, que estarão no Museu Histórico do Estado do Pará; “Macaléia”, de 1978, e “A Invenção da Luz”, de 1978/ 1980, que estarão no Museu do Forte do Presépio; “Nas Quebradas”, de 1979, que estará na Estação Docas; “Rhodislandia”, de 1971, no Forum Landi. “Éden”, um conjunto de vários ambientes que integrou a primeira exposição do artista em Londres, na White Chapel, em 1969, está na Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (CENTUR) e “Penetrável Gal”, de 1969, no Espaço Cultural Casa das 11 Janelas.

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“O que mais impressiona no legado de Hélio Oiticica é o poder de síntese que ele sempre teve na pauta das traduções de seu programa artístico. Desde os Metaesquemas, que são desenhos geométricos tradicionais, passando pelos outros projetos: Relevos, Bilaterais, Bólides, Ninhos e a diversas arquiteturas nomeadas até os Parangolés, o Hélio realizou uma ação continuada ininterrupta. Ele sempre falou, no fundo, das questões das cores, das formas, da linguagem da pintura e associou tudo isso ao corpo e à cultura”, afirma o curador Wagner Barja, pesquisador da obra de Hélio Oiticica, e autor de uma dissertação de mestrado na UNB, que envolve a obra do artista.
A ocupação de vários espaços públicos evoca uma característica do artista, que desde menino dizia que precisava andar para pensar, para perceber o mundo à sua volta e organizar as ideias. “Ele desenhava as rotas de todos os ônibus”, diz César Oiticica Filho. Já adulto, costumava fazer longas caminhadas, no que ironicamente chamava de “Delirium Ambulatório”, para relacionar à agitação motora de alguns pacientes psiquiátricos.
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 `Macaléia` | |
 `Macaléia` | |
“A exposição tem como objetivo quebrar fronteiras, não só as paredes do museu, mas também ampliar a área de alcance da arte para grandes instalações na rua”, afirmam os curadores. César Oiticica Filho lembra ainda que no final de sua vida, Hélio Oiticica “não se considerava mais um artista, mas um propositor que instigava o artista que existia em cada pessoa”.
"Hélio Oiticica foi um exemplo de como ser um artista transgressor e ajudar com isto a renovar o nosso conceito sobre Arte. Para usar a expressão que aparece em um dos seus trabalhos mais famosos, ser marginal foi para ele uma maneira de ser herói. Nem o marginal criminoso, nem o herói sancionado pelo sistema. Mas o artista que anda na margem com as próprias pernas, ao invés de se deixar levar pela corrente. E o herói que não serve de modelo artificial de boa conduta, mas como um espelho no qual avistamos, ampliados, o conflito entre as infinitas possibilidades de Arte e o espaço tão curto de uma vida", afirma o Ministro da Cultura, Juca Ferreira.
 `Éden` |
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 `Éden` | |
 `Éden` | |
FILMES
Na exposição, serão apresentados os filmes “Agripina é Roma Manhattan” (1972) e “Brasil Jorge, Homenagem a Jorge Salomão” (1972), ambos de Hélio Oiticica, e “Phone” (1975), de Andreas Valentim.
MUSEU HISTORICO DO ESTADO PARÁ
Na Sala da Cavalariça, estará o penetrável “Tropicália”, de 1967. Na sala transversal, estarão “Meta-esquemas”, “Relevos Especiais”, “Bólides” e “Desenhos Neoconcretos”. Na varanda dos fundos, estará o Penetrável “Rijanviera”, de 1979.
 `Tropicália` |
MUSEU DO FORTE DO PRESÉPIO
Na área interna do museu, estará o penetrável “Macaléia”, de1978, e na área externa, “A Invenção da Luz”, de 1978/ 1980.
ESTAÇÃO DOCAS
Na Estação Docas estará o penetrável “Nas Quebradas”, de 1979.
FORUM LANDI
No corredor lateral, estará o penetrável “Rhodislandia”, de 1971.
 `Rhodislandia` |
FUNDAÇÃO CULTURAL DO PARÁ TANCREDO NEVES (CENTUR)
No hall de entrada, estará “Éden”, um conjunto de vários ambientes que integrou a primeira exposição do artista em Londres, na White Chapel, em 1969. Na galeria, estará “Cosmococa”, de 1973.
ESPAÇO CULTURAL CASA DAS 11 JANELAS
No Espaço Cultural Casa das 11 Janelas estará o “Penetrável Gal”, de 1969.
 `Cosmococa` |
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Serviço
“Hélio Oiticica – Museu é o Mundo”
Período: de 05 de abril a 05 de junho de 2011
- Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP)
Palácio Lauro Sodré - Praça Dom Pedro II, s/nº - Cidade Velha – Belém-PA
De terça a sexta, das 10h às 18h. Sábado e domingo, das 10h às 16h. Feriados, de 9h às 13h.
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- Museu do Forte do Presépio
De terça a sexta, das 10h às 18h. Sábado e domingo, das 10h às 16h. Feriados, de 9h às 13h.
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- Estação Docas
Av. Assis de Vasconcelos
De segunda a domingo de 12h às 24h
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- Forum Landi
Rua Siqueira Mendes nº 60 - Bairro da Cidade Velha - Belém - PA
De segunda a sexta, das 9h às 18h
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- Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (CENTUR)
Av. Gentil Bittencourt, 650 – Nazaré - Belem, Pará
Todos os dias, das 9h às 22h
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- Espaço Cultural Casa das 11 Janelas
Cidade Velha
De terça a sexta, das 10h às 18h. Sábado e domingo, das 10h às 16h. Feriados, de 9h às 13h.
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 Bólide Vidro 14 Estar | |
“Hélio Oiticica – Museu é o Mundo” Período: de 05 de abril a 05 de junho de 2011
Curadoria: • Cesar Oiticica Filho • Fernando Cocchiarale • Wagner Barja
Realização: Projeto Hélio Oiticica
Patrocínio: Ministério da Cultura
Produção: Vertigo 30
Apoio: • Secretaria de Cultura do Estado do Pará • Universidade Federal do Pará (UFPA) • Alliaz • Foco |
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