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Paço Imperial apresenta seis individuais até maio

O Paço Imperial – Centro Cultural do IPHAN – inaugurou o primeiro bloco de exposições de 2006.

          A reunião das seis individuais que ocuparão todo o prédio formam um panorama da produção contemporânea através de objetos, esculturas, pinturas e instalações dos seguintes artistas: Maria-Carmen Perlingeiro traz uma série inédita composta  (objetos/esculturas em alabastro), Paulo Climachauska (“Relações cordiais”/pinturas), Elizabeth Jobim (“Aberturas”/pinturas), Manoel Fernandes (“Sobre os distúrbios da alma”/desenhos e pinturas), Daisy Xavier (em parceria com Célia Freitas – a instalação “Nadando”) e Lenora de Barros (“Não quero nem ver / exposição de vídeo-poemas e fotos-performances).

          As exposições podem ser visitadas até 21 de maio, de terça a domingo, das 12h às 18h, no centro do Rio de Janeiro.

Sobre as exposições

          Terreiro do Paço: Maria-Carmen Perlingeiro – objetos/esculturas
Radicada em Genebra há 20 anos e há quatro sem expor no Rio, a artista plástica carioca Maria-Carmen Perlingeiro apresentará obras que desenvolve com a pedra alabastro, explorando o caráter translúcido do material. Em todo o Terreiro do Paço, a artista ocupará piso, paredes e do teto estarão pendentes 51 peças. Cada conjunto de peças promoverá a leitura de um tema. As obras foram produzidas no ateliê que Maria-Carmen mantém em Volterra, na Itália, onde obtém a matéria-prima para seus objetos e esculturas. Na série “Maestà”, com alabastro e folha de ouro, as peças trazem silhuetas dos apóstolos e de santos, enquanto no conjunto “Quando as montanhas se encontram” a inspiração vem da topografia evocando tanto a Suíça como o Rio de Janeiro, para citar alguns dos temas. Formada em 1971 na Escola de Belas Artes da UFRJ e mais tarde na Escola de Artes Visuais de Genebra, a artista participou da Bienal Internacional de São Paulo e expõe regularmente nos Estados Unidos e na Europa.

          No texto da exposição, o crítico Ronaldo Brito descreve: “Para o artista, a descoberta de sua matéria equivale à descoberta da textura do mundo. Só a partir daí ele pode transfigurá-lo. E, muito mais do que adequá-lo à sua medida, o que seria ainda um problema de cálculo e proporção, ele de fato o assimila, passa a acompanhar o  seu curso imprevisível com suas dobras e suas curvas. A matéria agora mágica garante assim um registro autêntico e singular ao aparecimento estético do mundo.

          Com toda certeza, foi o que ocorreu com o alabastro no processo de trabalho de Maria Carmen Perlingeiro. De pronto ele revela a ética de sua linguagem no contexto público da arte contemporânea: a de uma adesão convicta aos valores modernos sem, contudo, acentos transgressivos ou revolucionários, em diálogo aberto com a tradição, mantendo inclusive contato – um tanto purista, um tanto irônico – com a noção clássica de belo.”

Trabalhos que compõem a individual de Maria-Carmen Perlingeiro
1. O mundo maravilhoso dos objetos flutuantes 2002-2005 - Alabastro e cabo de aço
2. Maestà 2005 - Alabastro e ouro
3. Piercings 2005 - Alabastro e ouro
4. Quando as montanhas se encontram 2003 - Alabastro
5. Lunáticas 2003 - Alabastro

* A exposição conta com apoio da Fonds d`art contemporain de la ville de Genève – FMAC.

Sala Gomes Freire: Paulo Climachauska - Relações cordiais/ pinturas

          O paulista Paulo Climachauska apresentará conjunto de 9 pinturas da série “Construção por subtração”, que vem desenvolvendo há quatro anos. As figuras são construídas por conta de subtração. É a primeira vez que o artista trabalha sobre figuras humanas, no caso, reproduções de telas de Debret. Tal mote para o trabalho surgiu a partir da surpresa do artista diante das ilustrações das placas de sinalização que decoram a loja de moda de luxo Daslu, em São Paulo. É que na Área de Serviço a placa mostra duas escravas negras pintadas por Debret. O choque virou ironia para a série de trabalhos. Parte deles foi mostrada num espaço cultural dentro da própria loja de departamentos em 2005. “No Paço, além das 9 pinturas, haverá uma foto deste elemento que encontrei na Daslu. É uma síntese do Brasil que ainda guarda o resquício de uma economia colonial”, destaca o artista.

          Quatro telas são de 2mx2,5m, enquanto as cinco demais medem cerca de 1m10x0,90 cm. O artista utiliza nanquim sobre tinta acrílica. A sala será inteiramente pintada nas cores marrom, café e verde em alusão também à obra de Debret. Descendente de lituanos, Paulo Climachauska expõe desde 1992. Formado em História, o artista traz freqüentemente para sua obra questões da política e da economia.

Sala Treze de Maio: Elizabeth Jobim – Aberturas/ pinturas

          A artista carioca Elizabeth Jobim apresentará um site-specific (obra especialmente criada para o lugar da exposição) formado por 14 telas de grandes dimensões, que formam um único trabalho. Que ninguém se espante ao saber que praticamente a mesma obra também foi apresentada na 5ª Bienal do Mercosul de 2005, em Porto Alegre. A artista extraiu do conjunto exibido na Bienal um recorte bem específico pensando na arquitetura da Sala Treze de Maio. “Eu sempre quis expor nesta sala, por achar que a arquitetura acrescenta uma nova possibilidade de diálogo com a obra. O contraste do prédio histórico com as pinturas também me interessa muito”, destaca Beth. A artista parte de formas geométricas sugeridas por pedras para habitar suas telas. “Comecei com as pedras do meu próprio sítio e depois fui reunindo outras. As formas das pedras funcionam como se fossem sólidos, pois faço referência aos volumes”, explica. Sobre seu processo de trabalho, ela diz ainda: “Primeiramente dividi as telas em formatos quadrados e retangulares, seguindo relações matemáticas similares às da relação áurea. Sentei no chão, rodeada de pedras e papéis cortados e ordenados proporcionalmente ao tamanho das telas, e desenhei um risco para toda a sala. Depois passei o risco para as telas e pintei. Um trabalho que quer ser uma pintura naquele lugar”.

Sala do Dossel: Manoel Fernandes - Sobre os distúrbios da alma

          Manoel Fernandes aprofunda sua pesquisa em torno da cor e continua explorando na sua pintura, uma complexa trama de fenômenos visuais: transparências, opacidade, reflexos, vazios.   O vermelho, cor recorrente na sua obra, torna-se agente de toda exposição, como evocação de vida, amor e morte. É a cor que faz pulsar e que impulsiona o olhar do espectador para dentro da pintura. Apesar desta pulsão do vermelho, são trabalhos silenciosos, que evocam a condição humana.

          Obras expostas: cinco dípticos em óleo s/ tela de 2005:  “Ad Faciem”  (150x291 cm), “Ad Genua” “Ad pedes”  (150x291 cm), “Ad Latus” (150x291 cm), “Ad Cor”  (130x241 cm), “Ad Pectus”   (125x241 cm). E  ainda onze desenhos: grafite, gouache e pastel seco sobre papel japonês    (33x23,5 cm)  e um caderno de anotações.

Sala Mestre Valentim: Daisy Xavier e Célia Freitas - Nadando

          Nadando é um projeto de vídeo-instalação da artista Daisy Xavier e da cineasta Célia Freitas. Desde 1996, a artista Daisy Xavier desenvolve uma série de investigações sob o título genérico de “Anfíbios”. “Os resultados têm sido instalações e fotografias que não deixam de trazer o lastro do trabalho pictórico – explorado há vários anos por Daisy – pelas fortes presenças plástica e cromática que generosamente compartilham o espaço de exposição com os elementos conceituais ou reflexivos”, observa o crítico Paulo Sérgio Duarte, autor do texto da exposição.

          Entre as exposições recentes que Daisy Xavier realizou destacam-se individuais na Laura Marsiaj Arte Contemporânea (2003); Galeria Sergio Porto, RJ (2001); Centre Freudian of Analysis and Research, Londres (2001); Escritório de Arte Mercedes Viegas, RJe ainda nas exposições coletivas da V Bienal do Mercosul, Sala de Memórias, Centro Cultural Recoleta, Buenos Aires (2001), Projeto Macunaíma, Funarte, RJ (1998); October Gallery, Londres (1995). Célia Freitas é montadora de cinema e televisão. Possui pós-graduação em Computação Gráfica pela UFRJ e especialização em cinema e fotografia contemporânea pela UCLA.

          Realizou com Daisy Xavier as vídeo-instalações Nadando  (V Bienal do Mercosul, 2005), Mesuras (Cavalariças do Parque Lage, 2005) e Aquário (Laura Marsiaj Arte Contemporânea, 2003). Em parceria com Murilo Salles e Daniel Senise realizou a vídeo instalação em 3 canais Esterofonia (RioArte, 2005). Dirigiu o curta Penélope  (35mm, 2005), premiado pelo II Programa Petrobras Cultural.  É também editora de documentários, filmes de ficção e programas para televisão (Operação Condor; És tu, Brasil; sexualidadeS; Rever; Querido Estranho, Biopiratas, entre outros).

Sala do Trono: Lenora de Barros – Não quero nem ver

          Artista, poeta, realiza exposições e performances individuais e em parceria com músicos, poetas, no Brasil e no exterior. Sob a influência das vanguardas dos anos 50/60 iniciou seu trabalho em meados dos anos 70, a partir da "poesia visual". Palavra e imagem foram suas matérias-primas. Optando pelo uso da fotografia e de sua própria imagem no desenvolvimento de seus incomuns "poemas", ela acabou desbravando um caminho próprio, ao qual agregou influências geracionais: a body art, a performance, as artes gráficas, o vídeo e um certo "conceitualismo pop". Embora tenha publicado um livro ("Onde se Vê", 1983), seu trabalho passou a ganhar paulatinamente características cada vez mais "plásticas".

          Em 1990 Lenora realiza sua primeira individual na Galeria Mercato del Sale, em Milão, onde morou por mais de um ano. Naquela ocasião, juntamente com poemas fotográficos e um vídeo, decidiu-se por uma quase-instalação: fez imprimir em bolinha de ping-pong os dizeres "Poesia é coisa de nada" - e com elas forrou o chão da mostra. De 1994 até hoje, seu trabalho cada vez mais passa a se desenvolver no espaço, no âmbito multimedia, trabalhando, sempre, na exploração de linguagens e suportes diversos.

          A exposição Não quero nem ver é composta pelos vídeos ‘Tato do olho’, ‘Ela não quer ver’, ‘Já vi tudo’, ‘Há mulheres’. E ainda pelas fotos ‘Não quero nem ver’ (33,3 x 50cm); ‘Não me mostre’ (33,3 x 250cm); ‘Nem me mostre’ (díptico / 50x66,6cm); ‘A mulher’ (painel fotográfico com 12 imagens / 125x173,5cm); ‘Escrever por dentro’ (50x33,3cm). Completam a exposição 4 poemas oralizados. 

Paço Imperial
Exposições de Maria-Carmen Perlingeiro (Terreiro do Paço, no térreo) / Paulo Climachauska “Relações cordiais” (Salas Gomes Freire / Elizabeth Jobim “Aberturas” Treze de Maio / Manoel Fernandes (Sala Academia dos Seletos) Daisy Xavier e Célia Freitas “Nadando” (Sala Mestre Valentim), no primeiro pavimento. 

Local: Praça XV de Novembro, n° 48. Centro – Rio de Janeiro. Cep. 20010-010.
Visitação: 31 de março a 21 de maio de 2006.
Terça a domingo, das 12h às 18h. Entrada franca. 
Tel. 21 2533 4407
www.pacoimperial.com.br

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- Postado em 10 de abril de 2006 \ 16:35 por Editoria RM

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