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A Evolução da Gravura no Brasil em Duas Exposições do SESC

          Nessa edição, o Revista Museu convida o público a acompanhar a evolução da gravura no país, com duas exposições dedicadas ao tema que estão sendo realizadas nas unidades do SESC, no Rio de Janeiro.

          A exposição “A Arte da Gravura”, que será inaugurada na Unidade Flamengo e terá duração de 3 meses, traça um panorama da presença da gravura no Brasil, com 5 salas dedicadas à evolução dessa técnica, desde o início com o artista Carlos Oswald, até a arte digital dos dias de hoje. A curadoria é de Ileana Pradilla e a produção ficou a cargo da Imago, sob a coordenação de Maria Clara Rodrigues.

          Simultaneamente, a mostra “Imagem Sitiada” aborda questões discutidas nessa expressão artística. Grandes nomes das artes plásticas no país, como Antonio Dias, Ana Maria Maiolino, Iven Machado, entre outros, estão representados nessa exposição, com curadoria de Armando Mattos e produção de Isabel Lito. Depois de um mês no Espaço SESC em Copacabana, a mostra vai itinerar para as unidades do SESC em Petrópolis e Campos.

A ARTE DA GRAVURA


Josely Carvalho, 0001 Tracajá,
xilogravura e litografia
sobre papel artesanal
coleção da artista, Rio de Janeiro

 

A partir do dia 06 de maio, às 19h, o Sesc Rio realiza a exposição A Arte da Gravura, no Arte Sesc Flamengo, Rio de Janeiro. A mostra reúne ícones da gravura no Brasil, apresentando exemplos de diferentes modalidades gráficas.

          São mais de 100 obras – 80 delas de alguns dos principais artistas modernos e contemporâneos brasileiros, mais 23 pranchas do álbum "Jazz", do pintor francês Henri Matisse. Organizada em seis módulos, a exposição apresenta os principais procedimentos artesanais da gravura: xilografia, gravura em metal, litografia, serigrafia, além de técnicas mistas que utilizam a serigrafia juntamente com processos digitais, experimentadas por artistas contemporâneos.

          A reprodução da obra de arte é uma questão contemporânea, e a gravura ganha relevância nesse contexto. Por isso, o Sesc Rio vai focar suas exposições desse ano na gravura. Estamos investindo em pesquisas estéticas e artísticas, e discutindo quase 100 anos de presença da gravura no Brasil.
Stela Costa
Coordenadora de Artes Visuais do Sesc


Antonio Dias, sem título, 1997, serigrafia,
colagem com vinil em processo digital sobre papel craft (díptico)
Coleção Reila Gracie Editora

          No Brasil, a gravura adquire reconhecimento como linguagem artística a partir das duas primeiras décadas do século XX. E, como ressalta a curadora da mostra "A Arte da Gravura", Ileana Pradilla, no texto da exposição: "Não seria exagero afirmar que seu desenvolvimento se confunde com os processos da arte moderna em nosso país".

          A mostra oferece ao visitante um contato mais estreito com as principais técnicas artesanais da gravura, a partir da obra de quatro importantes mestres brasileiros: Oswaldo Goeldi, Iberê Camargo, Darel e Dionísio del Santo, referências fundamentais para a compreensão da xilografia, da gravura em metal, da litografia e da serigrafia, respectivamente.


Dionísio Del Santo (2), Serigrafia,
Coleção Fabio Settimi

          Para exemplificar as possibilidades múltiplas do universo da gravura, a mostra apresenta ainda obras realizadas por importantes artistas não gravadores, que utilizam diversas técnicas para complementar e mesmo ampliar suas linguagens. O livro "Jazz" do grande pintor francês Henri Matisse e os trabalhos dos brasileiros Antonio Dias, Waltercio Caldas, Anna Maria Maiolino, Lygia Pape, Josely Carvalho, Rubens Gerchman confirmam que a gravura permanece território em aberto, tanto para a pesquisa de técnicas como para o desenvolvimento de novas linguagens plásticas.


Oswaldo Goeldi, Pescadores, xilogravura
coleção Museu do Ingá

          O público poderá ver ainda ver 14 matrizes das xilogravuras de Oswaldo Goeldi, pertencentes ao Museu do Ingá. As atividades educativas serão coordenadas por Maria Tornaghi.

          As gravuras são provenientes de acervos importantes como Fundação Iberê Camargo, Museus Castro Maya (Chácara do Céu), Museu Nacional de Belas Artes, Museu do Ingá e Coleção Fabio Settimi.


Gerard Richter, Álbum Faber, 1974
litografia e off-set sobre papel
64 x 79,2 cm, acervo do MAM/RJ
doação do artista

IMAGEM SITIADA

          Estamos sitiados nos lares, nas ruas, e a arte, nos museus e galerias.
Além disso, a idéia parece bem apropriada para a realidade atual da cidade.
Armando Mattos
Curador da Mostra

          Paralelamente à exposição "A Arte da Gravura", o Sesc Rio vai inaugurar dia 04 de maio, às 20h, a mostra multimídia "Imagem Sitiada", em sua unidade de Copacabana.

          "Imagem Sitiada" reúne trabalho de 22 artistas, de Carlos Oswald a importantes estrangeiros contemporâneos como Andy Warhol, Gerard Richter, Joseph Albers, Mimmo Rotella e Dennis Oppenheim, passando por experimentações em novas mídias, como os brasileiros Antonio Dias e Anna Bella Geiger. O curador da exposição, Armando Mattos, pretende "provocar uma reflexão sobre a singularidade da obra de arte frente aos meios de reprodução audiovisuais, desde a mecanografia ao processo digital".

          Armando Mattos observa que a idéia de sítio remete a uma condição contemporânea. Para ele, as obras de arte "ganham vida" quando retiradas das instituições onde estão, e são "reagrupadas" por um curador, sendo dessa maneira "reapresentadas ao público". Mattos pondera que "Imagem Sitiada" é, em si, uma instalação, onde a curadoria cria, a partir do trabalho de vários artistas, uma obra de arte.


da série Genealogia do espaço - Módulo de ocorrência, 2002
fotografia (registro), 130x40cm, performance Laura Marsiaj Arte Contemporânea
coleção do artista

REPRODUÇÃO E DISSEMINAÇÃO

          A tecnologia disponível atualmente provoca várias discussões pretendidas por Armando Mattos com a exposição. Uma delas é a capacidade de armazenamento de informações e a disseminação de uma obra de arte na era digital. Outra questão é a autoria da obra de arte. Um exemplo é o trabalho de Anna Bella Geiger, da série "Brasil Nativo Brasil Alienígena". Nesta obra, a artista usa como base um trabalho feito em 1975, em que se apropriava de um postal com a imagem de um índio, relacionando-o a uma foto dela própria tirada no terraço de sua casa. Na obra atual, ela escaneou seu próprio trabalho, retirando sua imagem da foto do terraço, e apagando a imagem do índio do postal, mantendo o seu entorno. Por fim, ela colocou sua imagem no lugar da do índio. Ou seja, ela usa um recurso tecnológico, a digitalização, não disponível à época da realização do primeiro trabalho – e, muito menos, familiar ao índio do postal original – para se "apropriar" de um trabalho, e criar uma obra inédita. Anna Bella usa como "matriz" não um meio físico, mas uma imagem digitalizada, virtual, feita a partir de duas outras pré-existentes impressas, uma foto e um postal.


Anna Bella Geiger, Brasil Nativo - Brasil Alienígena, 1977-2004
impressão digital com jato de tinta, 30x20cm
foto Mercator, coleção da artista

          A retirada do "sítio" da obra de arte é também exemplificada na exposição com o trabalho "Eu só vendo a vista", de Marcos Chaves. Baseado em uma foto da paisagem do Rio, o artista realizou sua famosa gravura, primeiro exposta em um galeria, depois no mobiliário urbano da cidade. O que estará na mostra do Espaço Sesc Copacabana é justamente a versão vista nas ruas do Rio, mostrando os vários meios percorridos pela obra de arte.

OBRA ÚNICA

          Apesar da disseminação da informação e da infindável capacidade de reprodução advindas da era digital, para Armando Mattos "a obra de arte é única". "Ao contrário da reprodução vista em obras estéticas, mas que não são artísticas, como os anúncios publicitários", ressalta.

          Formado inicialmente em gravura, Armando Mattos sempre desenvolveu seu trabalho em torno da reprodução e dos "questionamentos técnicos e expressivos decorrentes dessa experiência estética e ética". Em "Imagem Sitiada", ele faz intervenções que chama de "edições" em obras do francês Daniel Burem, da americana Jenny Holzer e Goeldi, colocando na pauta a discussão contemporânea sobre a autoria da obra de arte.

 

Mimmo Rotella, sem título, c. 1980,
frottage sobre papel, 25x19cm
acervo do MAM/RJ, doação de Jean Boghici

          Em um dos textos que integram a exposição, a crítica Daniela Labra observa que "no momento histórico em que o ‘entretenimento substitui a descarga emocional’ (citação inédita de Nizia Villaça, doutora em Comunicação pela UFRJ), e a imagem aparece como a arma mais poderosa da cultura de consumo, esta mostra aborda a superexposição das imagens pelas técnicas de reprodução, e destas reclama sua singularidade e poética".

          Durante o período que "Imagem Sitiada" vai ocupar o Espaço Sesc em Copacabana, será realizada uma oficina de gravura em que os artistas Daniel Feingold e Tatiana Grinberg irão apresentar trabalhos inéditos que serão reproduzidos em gravura em conjunto com os alunos. A oficina será realizada no Sesc Tijuca.

          Junto com a exposição, o Sesc Rio vai realizar sua primeira publicação de arte, Imagem Sitiada, um livro de arte com 200 páginas, e tiragem de mil exemplares. A mostra vai, depois de junho, itinerar para as unidades do Sesc de Petrópolis e Campos.

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Exposição "Imagem Sitiada"
Espaço Sesc Copacabana
Rua Domingos Ferreira 160
Inauguração: 04 de maio de 2004, às 20h.
Visitação: 05 a 30 de maio de 2004
Telefone: 2548-1088 ramais 228 / 252
De terça a domingo, das 14h às 18h.
Entrada franca
Sesc Petrópolis- 05 de junho a 04 de julho de 2004
Sesc Campos - 09 de julho a 08 de agosto de 2004

Exposição "A Arte da Gravura"
Arte Sesc Flamengo
Rua Marquês de Abrantes, 99
Inauguração: 06 de maio de 2004, às 19h
Visitação: 07 de maio a 25 julho de 2004
Telefone: (21) 3138-1343
De terça a sábado, das 12h às 20h. Domingo de 11h às 17h.
Entrada franca

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